Palavra do Leitor
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Terras raras
‘Brasil não pode criar uma estatal de mineração, seria um retrocesso, diz Arnaldo Jardim’ (www.dgabc.com.br). Sábia, estratégica e oportuna iniciativa do governo federal ao propôr a criação de uma estatal para a exploração das terras raras brasileiras. Temos a segunda maior reserva dessas terras essenciais para a transição energética, fabricação de aparelhos tecnológicos e equipamentos de última geração. Nenhum país permite que esse recurso valioso seja explorado por empresas estrangeiras. Portanto, temos que atentar aos deputados e senadores que são contra essa proposta, agindo contra a pátria, os brasileiros e não merecendo nosso voto nas próximas eleições.
Daniel Marques
Virginópolis (MG)
Déficit no setor público
‘Setor público tem déficit primário de R$ 16,388 bilhões em fevereiro, revela BC’ (www.dgabc.com.br). Mais uma vez, os dados divulgados pelo Banco Central mostram rombos crescentes nas estatais. Apenas nos dois primeiros meses do ano, foram R$ 4,1 bilhões de prejuízo, resultado da má gestão e do inchaço no quadro de apaniguados. Desde 2002, início da série histórica, este é o pior resultado para o período. Como se vê, este, que é ano eleitoral, promete. Em 2025, o rombo havia sido de R$ 5,1 bilhões; em 2024, R$ 1,4 bilhão; e em 2023, R$ 2,2 bilhões. Já em 2022, as estatais registraram superávit de R$ 637 milhões. Empresas que até então estavam no azul mudaram de trajetória e passaram a operar no vermelho neste governo. Entre elas estão Infraero, Serpro, Dataprev, Emgepron e Emgea entre outras, e ele, os Correios – que mais uma vez lidera esse triste ranking. Lewandowski, então ministro do STF em 2023, também tem sua parcela de responsabilidade quando rasgou a Lei das Estatais, que impunha regras e critérios técnicos para indicações, atendendo a uma solicitação do Psol e é assim que estão sendo geridas as estatais. Não é preciso dizer mais nada: os fatos e números estão aí para quem quiser ver. No fim das contas, esses rombos respingam em toda a sociedade. Ele se traduz em mais impostos, serviços públicos de baixa qualidade e um peso maior no bolso do contribuinte.
Mauri Fontes
Santo André
Popularidade do governo
A constatação de que mais de 40% da população se informa por WhatsApp levou o governo a sugerir comparações entre gestões. A orientação ao ministro da Secom, Sidônio Palmeira, não revela estratégia – revela apreensão. A popularidade de Lula cai, e nem a cúpula do PT sabe explicar por quê. Falam em narrativa. O problema é a realidade. O eleitor não precisa de análise: basta ir ao supermercado. Segurança e corrupção são graves, mas diluídas no tempo – até porque CPIs e decisões seguem o ritmo das conveniências. Já o poder de compra não espera. Encolhe todo dia e desmente qualquer discurso. Agora, Lula prepara seu pacote de bondades. Difícil não parecer remendo para os efeitos da política conduzida por Haddad – um discípulo eficiente em agradar o chefe, menos em aliviar o bolso do contribuinte. E quando um governo incomoda até os seus, talvez o problema não seja comunicação, mas falta do que mostrar. O discurso insiste em Jair Bolsonaro, vacinas e golpe. Mas ignora o essencial: o maior golpe foi outro – direto, silencioso e diário. Benesses são o atalho de quem não entrega o essencial. O povo não quer esmola - quer parar de precisar dela. Leitura simples, que o governo não faz – ou prefere ignorar.
Luciana Lins
Campinas (SP)
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