Violência Fabiana pede medida protetiva e caso é levado para Suprema Corte; deputado federal nega acusações e diz que ele foi alvo de ataques
Reprodução/Instagram

A denúncia de violência doméstica envolvendo o deputado federal Fernando Marangoni (Podemos) e a ex-mulher Fabiana Marangoni ganhou, nesta quarta-feira (1º), versões conflitantes entre as duas partes. Após registrar BO (boletim de ocorrência) na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Santo André, a empresária solicitou medida protetiva com urgência contra o parlamentar, que por ter foro privilegiado, terá a ação analisada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). O podemista, porém, negou as acusações e disse que ele foi alvo de agressões.
Em depoimento à Polícia Civil, Fabiana relatou um histórico de humilhações ao longo do relacionamento de 23 anos, com ofensas recorrentes e, segundo ela, episódios de violência física. Segundo declaração, na manhã do ocorrido, Marangoni teria arrebentado a porta do quarto, atacando a ex-mulher e tentado tomar seu celular enquanto registrava a situação. A autora do BO afirmou ter sofrido lesões em diferentes partes do corpo e reagido para se defender, atingindo o nariz do parlamentar, causando-lhe sangramento.
Logo depois de deixar a DDM, a empresária publicou um vídeo nas suas redes sociais, relatando o caso. “Está saído na imprensa que fui espancada, que o Fernando (Marangoni) quebrou todo o nosso apartamento. Isso é mentira, não aconteceu. Sim, nos desentendemos. Sim, houve agressão física. Apenas quero que ele saia do apartamento. Peço à imprensa, que leva mentiras para as pessoas, que as retire, pois serão processadas. Peço respeito”, solicitou.
Fabiana solicitou medida protetiva com base na Lei Maria da Penha e foi encaminhada ao IML (Instituto Médico Legal) para exame de corpo de delito. O juiz Alexandre Moron de Almeida, da Vara de Violência Doméstica de Santo André, decidiu redistribuir o processo ao STF com urgência, pois o acusado exerce mandato de deputado federal.
Por sua vez, Marangoni negou as acusações em nota oficial e apresentou versão oposta. O parlamentar garantiu que foi ele quem sofreu agressões físicas durante a discussão e classificou como inverídicas as informações divulgadas inicialmente pela imprensa, como a condução à delegacia. Ele também fez um vídeo, mostrando sangramento no nariz e na boca. Segundo o podemista, o casal está separado há cerca de seis meses, embora ainda dividisse o mesmo imóvel, em quartos distintos, por acordo mútuo.
O deputado destacou seu histórico de atuação legislativa em defesa das mulheres, incluindo participação como relator de propostas voltadas à proteção feminina na CCJC (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Câmara. O parlamentar também ressaltou que nunca desrespeitou os direitos da ex-mulher.
Na eleição pela Prefeitura de Santo André em 2024, Marangoni indicou Fabiana, pelo União Brasil, como candidata a vice-prefeita na chapa de Eduardo Leite (PSB) – hoje secretário andreense da Pessoa com Deficiência. Essa foi a única aparição da empresária nas urnas, com o grupo ficando em quarto naquele pleito.
Em nota, o Podemos informou que recebeu com surpresa a notícia envolvendo o deputado federal, filiado ao partido um dia antes. “Vamos aguardar a apuração dos fatos, com máximo respeito à sua esposa e ao direito de defesa do parlamentar”, afirmou a legenda.
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