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Onco in Rio começa com recorde de público e debates sobre tratamento do câncer

A programação do congresso destaca a abordagem multidisciplinar como um dos principais diferenciais

27/03/2026 | 17:03
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Congresso Internacional Oncologia D’Or – Onco in Rio começou na manhã desta sexta-feira (27) e segue até sábado (28), no Windsor Oceânico, no Rio de Janeiro, reunindo especialistas do Brasil e do Exterior para discutir inovação, tecnologia e avanços no diagnóstico e tratamento do câncer. Com quase 15 mil inscritos, o evento bateu recorde de público, superando os 11 mil participantes da edição anterior.

A cerimônia de abertura contou com a presença de Jorge Moll, presidente do Conselho de Administração da Rede D’Or; Paulo Hoff, presidente da Oncologia D’Or; Fernanda Tovar Moll, presidente do Idor; Vinicius Rocha, CEO da Oncologia D’Or; Rodrigo Gavina, CEO dos Hospitais da Rede D’Or; e Leandro Reis, vice-presidente executivo da Rede D’Or.

A programação do congresso destaca a abordagem multidisciplinar como um dos principais diferenciais. “Esse é um dos nossos diferenciais, pois promove uma visão integral do cuidado ao paciente oncológico”, afirmou Paulo Hoff.

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Logo na manhã de abertura, foram debatidos temas como os avanços no tratamento do câncer de mama, o uso de inteligência artificial em cirurgia oncológica, a evolução dos conjugados anticorpo-fármaco (ADCs) e novas abordagens no controle da dor em pacientes com câncer.

Os ADCs vêm ganhando destaque por combinarem características da imunoterapia, da terapia-alvo e da quimioterapia tradicional, permitindo maior precisão no combate às células tumorais.

Na área de diagnóstico, o médico Rodrigo Guindalini abordou os avanços no rastreamento do câncer de mama, com foco na personalização das estratégias. Segundo ele, fatores como densidade mamária, predisposição genética, histórico familiar e hábitos de vida devem orientar a conduta médica. “Quando há predisposição hereditária, isso muda totalmente o quadro. Essa paciente não pode ter a mesma estratégia de rastreamento”, explicou. Ele também destacou estudos recentes que utilizam scores de risco poligênico para aumentar a precisão e eficiência dos programas de rastreamento.

Já na mesa sobre dor oncológica, a especialista Mariana Junqueira ressaltou que os avanços no tratamento do câncer, com terapias mais eficazes e personalizadas, aumentaram a sobrevida dos pacientes — o que trouxe novos desafios no controle da dor e na manutenção da qualidade de vida.

Abordagens mais individualizadas, que consideram o tipo de dor e a fisiopatologia de cada paciente, vem ganhando mais destaque. Estudos recentes mostram que o próprio tumor pode interagir com o sistema nervoso, intensificando a dor por mecanismos inflamatórios e neurológicos complexos, o que abre caminho para novas terapias mais direcionadas.

Além do tratamento medicamentoso, estratégias como radioterapia precoce, procedimentos intervencionistas e neuromodulação têm ganhado espaço por contribuírem para reduzir o uso de opioides e melhorar a funcionalidade dos pacientes.




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