Economia Titulo Crédito

Governo Federal libera R$ 15 bilhões em nova etapa do Brasil Soberano

Sob gestão do BNDES, plano é para empresas afetadas por tensões globais e tarifas dos EUA

Beatriz Mirelle
25/03/2026 | 20:04
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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O presidente Lula assinou ontem a MP (Medida Provisória) nº 1.345/2026 que cria linhas de crédito de R$ 15 bilhões do Plano Brasil Soberano, sob a gestão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O objetivo é apoiar indústrias nacionais exportadoras que sofrem com instabilidades globais, como o conflito no Irã e o tarifaço dos Estados Unidos. As taxas de juros e prazos ainda serão estabelecidos pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

Os recursos serão disponibilizados para companhias de bens industriais e fornecedores, como siderúrgico, metalúrgico, automotivo, farmacêutico, de máquinas e equipamentos e eletrônicos.

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O economista Jorge Ferreira dos Santos Filho, professor do curso de Administração da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), analisa que medidas como essa funcionam como um amortecedor financeiro diante de choques externos, já que conflitos internacionais elevam custos, especialmente de energia, frete e seguros, aumentam a incerteza, alongam prazos e pressionam o caixa das empresas. 

“Isso reduz o risco de que um choque temporário se transforme em um problema estrutural, como perda de mercado, queda do emprego ou redução da capacidade produtiva. O principal efeito no curto prazo é evitar uma deterioração mais intensa da competitividade das exportações em um ambiente de custos elevados. Como a linha permite financiar capital de giro e adaptação produtiva, ela reduz o risco de interrupção das operações.”

As linhas de crédito vão financiar capital de giro; aquisição de bens de capital ou investimentos para adaptação da atividade produtiva; investimentos que propiciem a ampliação da capacidade produtiva ou adensamento da cadeia; investimentos em inovação tecnológica ou adaptação de produtos, serviços e processos; e outras hipóteses. 

“As empresas passam não apenas a buscar vendas, mas também a financiar estoques, redesenhar cadeias produtivas e garantir sua sobrevivência diante do choque externo”, diz Santos Filho. 




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