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Ginastas que treinam em Santo André vão representar o Brasil na Copa do Mundo

Atletas do Sesi, Rebecca Procópio, 17 anos, e Thaís Fidélis, 24, vão defender as cores do Brasil, entre os dias 3 e 6 de abril, no Cairo

Fábio Júnior
Especial para o Diário
22/03/2026 | 23:08
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FOTO: André Henriques/DGABC
FOTO: André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Sesi de Santo André tem um grande motivo para se orgulhar. Duas atletas da instituição foram convocadas pela Confederação Brasileira de Ginástica para representar o Brasil na Copa do Mundo de Ginástica Artística, em Cairo, no Egito. A dupla viaja no dia 29. As disputas estão marcadas para acontecer de 3 a 6 de abril.

Uma das selecionadas é a jovem Rebecca da Silva Procópio, 17 anos, que mora no bairro Santa Terezinha, em Santo André. Ela lembra que entrou na ginástica por acaso, ainda criança, e acabou se apaixonando pelo esporte logo no primeiro contato. “Eu tinha sete anos e fazia futsal em uma escola. A minha professora conhecia meu primeiro treinador e me indicou para fazer um teste. Eu nem sabia o que era ginástica. Quando cheguei ao ginásio e vi os aparelhos pela primeira vez, me encantei completamente”, contou.

Desde 2023 treinando na unidade, a jovem diz que sua rotina se tornou mais intensa e profissional. “Quando entrei aqui, tudo começou a ficar mais sério. A ginástica deixou de ser apenas algo que eu praticava e passou a ser um projeto de vida. Comecei a evoluir bastante e a me dedicar ainda mais aos treinos”, explicou.

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A convocação para disputar o torneio no continente africano ainda parece surreal para a ginasta. “Quando descobri que iria competir no Egito fiquei muito feliz, mas parecia que não era verdade. Ainda está caindo a ficha. É um dos meus grandes objetivos e agora ele está se concretizando”, afirmou. Entre os aparelhos, ela revela preferência pelas barras paralelas e pela trave.

Acumulando mais experiência, Thais Fidelis dos Santos, 24, também fará parte da delegação brasileira rumo ao território das pirâmides. Natural de Ribeirão Preto, a atleta atualmente reside no bairro Tiradentes, em São Bernardo, e se inspira em uma das maiores referências da ginástica brasileira. “Estava assistindo na televisão à Daiane dos Santos e fiquei fascinada. Ficava tentando imitar em casa, fazendo estrelinha e subindo nas coisas. Minha mãe percebeu e decidiu me colocar na ginástica. Comecei com cinco anos e nunca mais parei”, relembrou, referindo-se à veterana que conquistou nove medalhas de ouro em copas do mundo.

Ao longo da carreira, a esportista já disputou importantes competições internacionais, como o Campeonato Mundial de 2017, em Montreal, no Canadá. “Foi meu primeiro Mundial e consegui fazer uma boa competição, Fiquei em quarto lugar no solo e isso foi especial demais para mim”, comentou.

A trajetória de Thais também foi marcada por momentos difíceis. Em 2021, ela rompeu o tendão de Aquiles durante um período de treinamentos e precisou passar por cirurgia. “Foi um ano muito desafiador. Além da lesão, eu também perdi meu irmão. Foi um momento muito duro, mas consegui me recuperar e voltar para o esporte”, contou,

Retornando às competições em 2025, Thais está cada vez mais ansiosa para a estreia no torneio. “Vai ser minha primeira Copa depois de seis anos. Estou animada e espero que seja uma experiência muito boa”, finaliza a atleta.

OLHARES TÉCNICOS


O treinador Felipe Rodrigues Nayme, 44, também de Santo André, explica que toda preparação para a Copa do Mundo começou ainda no início do ano. “A gente iniciou o trabalho em janeiro, com uma pré-temporada bem intensa. Agora estamos entrando na fase pré-competitiva e ajustando os últimos detalhes para que elas cheguem bem na competição”, disse.

Segundo ele, as atletas contam com uma estrutura completa. “Aqui temos uma equipe multidisciplinar com preparador físico, fisioterapeuta e toda a parte técnica. Isso permite que o treinamento seja feito de forma muito completa, cuidando tanto da parte física quanto da recuperação.”

Para o profissional, a participação faz parte de um planejamento a longo prazo. “Essa competição é um passo dentro de um processo maior. Queremos que elas se apresentem bem e ganhem experiência internacional, pensando também nos próximos ciclos olímpicos”, declarou.

Com dedicação, talento e uma rotina intensa de treino, as garotas agora se preparam para subir no tablado e representar o País diante do povo egípcio, em uma das principais competições da categoria no mundo.




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