Para Taiaçupeba Intervenção, localizada em Santo André e São Bernardo, deve impactar 22 mi de pessoas
Divulgação/Semil

O secretário-executivo da Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística), Anderson Oliveira, vistoriou na sexta-feira (20) os trechos que receberão as obras da transposição Billings-Taiaçupeba, em Santo André e São Bernardo.
A adutora de 38 quilômetros reforça a segurança hídrica para a Região Metropolitana de São Paulo e deve garantir a oferta de água quando for necessário para fortalecer o sistema do Alto Tietê em períodos de escassez hídrica. A intervenção vai beneficiar 22 milhões de pessoas.
A comitiva percorreu trechos que devem receber as tubulações das obras nas duas cidades, encerrando a agenda na Estação Elevatória de Água Bruta Rio Pequeno
A visita ocorre após a Semil apresentar ao Consórcio Intermunicipal do Grande ABC um estudo que atesta a viabilidade e a segurança hídrica do novo sistema. Elaborado pela FCTH (Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica), da USP (Universidade de São Paulo), a análise utilizou séries históricas de vazões de 1930 a 2024 – quase 95 anos de dados – e simulou o comportamento do Rio Pequeno e da Billings em diferentes cenários, incluindo as piores secas já registradas no Estado.
Segundo o governo estadual, a nova obra vai permitir que a água captada no Rio Pequeno seja bombeada de forma integrada e otimizada para o Sistema Alto Tietê, conforme a necessidade operacional e os níveis dos mananciais.
“Toda a tubulação será enterrada, reduzindo riscos de acidentes, falhas operacionais e vandalismo. Além disso, o sistema passará a operar com energia elétrica, eliminando a dependência de usinas a gás e aumentando a eficiência energética da operação”, destacou o governo de São Paulo.
O início dos trabalhos está condicionado à obtenção da LI (Licença de Instalação) expedida pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).
De acordo com Anderson Oliveira, todos os passos estão sendo dados com planejamento, transparência e responsabilidade. “Essa é uma obra estruturante para a ampliação da resiliência hídrica do Estado de São Paulo e todo o processo está sendo feito com muito diálogo regional, com estudos e análises técnicas para que tenhamos o menor impacto”, finalizou o secretário executivo
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