Em São Bernardo Márcia Lopes participou do lançamento de cartilha contra a violência de gênero no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Celso Luiz/DGABC

Com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, o SMABC (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) realizou, nesta quinta-feira (19), um ato de conscientização voltado aos homens para o enfrentamento da violência contra as mulheres. O evento também marcou o lançamento da cartilha Papo de homem: violência contra a mulher - temos que dar um fim, material informativo sobre o tema.
Distribuído na sede do sindicato, no Centro de São Bernardo, o material convida à reflexão sobre situações de violência e o papel do homem no combate ao machismo. A cartilha ressalta que o feminicídio não ocorre de forma repentina, mas é resultado de um ciclo de violências. A publicação detalha ainda diferentes formas de agressão, como psicológica, moral, patrimonial, sexual, digital e física.
Para a ministra, uma crise ética herdada do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contribuiu para o fortalecimento de ideologias violentas. “O discurso de ódio foi estimulado. Quando um presidente da República naturaliza o uso de armas e desqualifica as mulheres, é grave”, afirmou.
Márcia acrescentou que esse contexto teve impactos mais amplos. “Todo esse processo de autoritarismo fez muito mal à saúde mental de toda a população. Essa impaciência e intolerância vieram daí (da antiga gestão)”, disse.
Segundo Márcia Lopes, a cartilha será levada a Brasília e traduzida para outros idiomas. Na avaliação da ministra, trata-se de uma iniciativa inédita de conscientização masculina sobre a violência de gênero no País.
O presidente do sindicato e pré-candidato a deputado federal, Moisés Selerges (PT), também discursou e classificou o lançamento como um ponto de partida para uma sociedade mais pacífica. “Não podemos aceitar a violência que vemos todos os dias. O sindicato tem responsabilidade não só na luta por melhores salários, mas também por uma sociedade mais justa. E é fundamental tratar desse tema com os homens, já que os agressores são, majoritariamente, homens”, pontuou.
Uma caminhada da sede do sindicato até a Praça da Matriz, no Centro da cidade, estava prevista na programação, mas foi cancelada devido à instabilidade do clima.
Vereadores do Grande ABC, lideranças sindicais e outras autoridades políticas também marcaram presença no evento.<TL>
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