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Carla Morando deixará o PSDB, mas ainda não definiu nova sigla

Deputada estadual tem até 3 de abril para escolher novo partido e diz que há diálogo com várias legendas

Marcela Vasconcelos
18/03/2026 | 23:51
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 Em busca de seu terceiro mandato como deputada estadual, Carla Morando (PSDB) tem poucos dias para definir seu futuro. Ao podcast Política em Cena do Diário, ontem, declarou que vai deixar o PSDB e seguir para um novo partido para disputar a reeleição em outubro. O prazo final da janela partidária para as eleições 2026 é 3 de abril. 

A parlamentar deve compor dobradinha com o marido e ex-prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, pré-candidato a deputado federal, que pode se filiar ao MDB. O secretário de Segurança Urbana de São

Carla Morando disse que não sabe se vai para o MDB, mas afirmou que teve conversas com o PL, de Valdemar Costa Neto e do atual presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), André do Prado, cotado para ser vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao governo de São Paulo.

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“Estou ansiosa, mas penso que no dia 2 terei algo mais certo. Há conversas com diversas legendas. Tenho conversado e escutado, visto como está a chapa de cada uma para poder entender qual vai ser a que melhor vai me atender.”

A deputada afirmou que há legendas que estão à sua procura como o PMB, Partido da Mulher Brasileira. No entanto, sua estratégia de campanha é migrar para um partido de direita, alinhando-se a uma nova base de apoio que ultrapasse os votos do Grande ABC, já que tem se aproximado de cidades do interior que buscam por emendas.

A segurança pública deve ser um dos pilares de sua atenção, já que a parlamentar tem se debruçado sobre a ampliação do atendimento das DDMs (Delegacias de Defesa da Mulher) para 24 horas. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o Estado conta com 142 DDMs, mas segundo a deputada apenas nove funcionam 24 horas.

Carla Morando aponta como impedimentos centrais para ampliação do atendimento a falta de profissionais e a demora para contratação de novos policiais. A deputada anunciou que, em breve, a DDM de São Bernardo passará a funcionar ininterruptamente, atendendo a uma demanda histórica da região. “Normalmente esses crimes acontecem à noite”, destacou.

Além da infraestrutura policial, a parlamentar abordou a complexidade do ciclo da violência, observando que muitas vítimas demoram de quatro a cinco anos para formalizar uma denúncia. 

Carla destacou proposta de sua autoria que prevê uso de tornozeleira eletrônica por agressores. No entanto, criticou a escassez de dispositivos – há apenas 1.200 no Estado, frente as 80 mil medidas protetivas abertas por mulheres vítimas da violência doméstica. A ideia da proposta é que cada agressor que tenha uma medida protetiva aberta contra ele, use o equipamento por determinação da Justiça.

Para Carla Morando, é possível ampliar ações de monitoramento com iniciativas como o Smart Sanca e o Smart Sampa, em vigor em São Caetano e São Paulo, respectivamente. Os sistemas permitem a identificação em tempo real de foragidos da Justiça, veículos com queixa de roubo ou furto e desaparecimentos com um tempo mais ágil de resposta policial.

Na mobilidade, adiantou que a implementação do projeto do Metrô no Grande ABC, deve ocorrer até o fim de outubro. A Linha 20-Rosa deve avançar no desenho do traçado entre Santo André e Jabaquara, onde já há autorização para desapropriações. 

A deputada ressaltou ainda que a relação próxima com o governador tem sido fundamental para destravar investimentos para o Grande ABC e a outras cidades que têm procurado seu apoio para destinação de recursos. Para rever a entrevista, basta acessar os canais digitais do Diário.

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