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Grande ABC tem alta de 14% em óbitos no trânsito no primeiro bimestre do ano

Entre janeiro e fevereiro, região registra 40 mortes, ante 35 no mesmo período de 2025

17/03/2026 | 08:11
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Grande ABC registrou um aumento de 14% nas mortes de trânsito no primeiro bimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Nos dois primeiros meses do ano, o InfoSiga, painel de dados do Detran-SP (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo), contabilizou 40 mortes, contra 35 no ano passado.

Para a especialista em trânsito e coordenadora de dados e vigilância da Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global, Mariana Novaski, o aumento de óbitos indica a necessidade de um olhar mais atento das cidades. “Acende um alerta vermelho de que alguma coisa precisa ser feita. Precisamos fortalecer as políticas de proteção à vida. As causas dos óbitos costumam estar ligadas ao excesso de velocidade e ao consumo de álcool”, afirmou.

Segundo ela, o aumento no período pode ter envolvimento com o Carnaval, celebrado no mês passado. “Pode ter relação porque essa festividade envolve maior consumo de álcool e comportamentos mais propensos a acidentes graves”, disse.

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Mariana afirmou que o primeiro passo para as administrações é realizar um levantamento de dados para identificar as vias com maior número de acidentes. A partir disso, é possível direcionar melhor a fiscalização.

Os sinistros envolvendo motocicletas continuam no primeiro lugar com 14 mortes entre janeiro e fevereiro deste ano. No período anterior, o número de óbitos relacionados a motos foi ainda maior, com 16 no total.

A quantidade de vítimas pedestres nas sete cidades também chamou atenção, com 12 mortes. Além desses, oito sinistros envolvendo automóveis (condutores ou passageiros) e dois de ciclistas, além de quatro mortes de outros tipos de veículos, foram registradas no período.

PERFIL

No total, nove a cada dez vítimas eram do sexo masculino. Dessa forma, 90% dos casos de mortes possuem registros de homens. Neste período, três mulheres morreram no trânsito do Grande ABC, além de um dado não disponibilizado pelo Detran-SP.

“Isso está muito ligado ao perfil de deslocamento dos homens. Por exemplo, temos um número muito maior de carteiras do tipo A (motociclistas) em uso por homens. Além disso, há uma questão cultural, vemos uma proporção muito menor de mulheres circulando à noite, o que também está relacionado à dinâmica social”, concluiu.

A especialista ainda comentou que o aumento de óbitos não está ligado às mudanças da nova emissão da CNH (Carteira Nacional de Habilitação), em vigor desde dezembro de 2025. Para ela, a grande maioria é de condutores experientes.

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