Susto Estudantes do Liceu Monteiro Lobato teriam passado mal após possível inalação da substância
FOTO: Denis Maciel/DGABC

Pais de alunos do Liceu Monteiro Lobato, escola particular localizada no Centro de Santo André, denunciam que estudantes apresentaram sintomas respiratórios possivelmente relacionados à emissão de gases de uma caldeira instalada no Clube Primeiro de Maio FC (Futebol Clube), que funciona em terreno vizinho à unidade de ensino.
Segundo relatos, alunos teriam apresentado sintomas como tosse irritativa, náusea, dor de cabeça, falta de ar e mal-estar. De acordo com os responsáveis, um forte cheiro semelhante ao de gás é percebido nas salas de aula voltadas para o lado do clube. A suspeita é de que a caldeira direcione gases para dentro do prédio escolar desde o ano passado.
A instrumentadora cirúrgica Alessandra Barbieri Castro, 47 anos, moradora de Santo André, afirma que a filha começou a apresentar sintomas sem que a família soubesse a causa.
“Minha filha começou a passar mal em casa. Achei que fosse uma crise asmática ou alguma coisa da adolescência, porque ela dizia que estava muito enjoada. Depois veio uma tosse seca, irritativa, e comecei a administrar medicamento, bombinha e inalação”, contou.
Outra mãe de aluna da escola, a administradora de empresas Amanda de Araújo Frade, 46, também relata preocupação com a situação. “Algumas crianças estavam com dor de cabeça, enjoo com muita frequência e até falta de ar”, disse. Ela relata ainda que, mesmo após uma intervenção inicial para elevar a chaminé, os sinais continuaram. Os responsáveis não divulgaram o nome das adolescentes.
Em nota, a administração do colégio afirmou que se trata de “fato relacionado à percepção de odor proveniente das chaminés das caldeiras do Clube Primeiro de Maio, que culminou na interdição preventiva dos equipamentos de aquecimento”.
Ainda de acordo com o comunicado, a retomada do funcionamento ficou condicionada à realização de manutenção adequada, aumento da altura das chaminés para melhor dispersão dos gases e comprovação de que não há emissão de gases perigosos.
De acordo com o clube, no dia 10 de março foi realizada uma vistoria pelos Bombeiros e, como medida preventiva, os aquecedores foram temporariamente desligados. “Adicionalmente, a empresa responsável já foi acionada para realizar adequações nas chaminés, incluindo o aumento de sua altura, com o objetivo de melhorar a dispersão dos gases e reduzir o odor”, informou o clube.
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