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Emissão de gás em caldeira gera apreensão entre pais e alunos de escola em Santo André

Estudantes do Liceu Monteiro Lobato teriam passado mal após possível inalação da substância

17/03/2026 | 08:14
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Pais de alunos do Liceu Monteiro Lobato, escola particular localizada no Centro de Santo André, denunciam que estudantes apresentaram sintomas respiratórios possivelmente relacionados à emissão de gases de uma caldeira instalada no Clube Primeiro de Maio FC (Futebol Clube), que funciona em terreno vizinho à unidade de ensino.

Segundo relatos, alunos teriam apresentado sintomas como tosse irritativa, náusea, dor de cabeça, falta de ar e mal-estar. De acordo com os responsáveis, um forte cheiro semelhante ao de gás é percebido nas salas de aula voltadas para o lado do clube. A suspeita é de que a caldeira direcione gases para dentro do prédio escolar desde o ano passado.

A instrumentadora cirúrgica Alessandra Barbieri Castro, 47 anos, moradora de Santo André, afirma que a filha começou a apresentar sintomas sem que a família soubesse a causa.

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“Minha filha começou a passar mal em casa. Achei que fosse uma crise asmática ou alguma coisa da adolescência, porque ela dizia que estava muito enjoada. Depois veio uma tosse seca, irritativa, e comecei a administrar medicamento, bombinha e inalação”, contou.

Outra mãe de aluna da escola, a administradora de empresas Amanda de Araújo Frade, 46, também relata preocupação com a situação. “Algumas crianças estavam com dor de cabeça, enjoo com muita frequência e até falta de ar”, disse. Ela relata ainda que, mesmo após uma intervenção inicial para elevar a chaminé, os sinais continuaram. Os responsáveis não divulgaram o nome das adolescentes.

Em nota, a administração do colégio afirmou que se trata de “fato relacionado à percepção de odor proveniente das chaminés das caldeiras do Clube Primeiro de Maio, que culminou na interdição preventiva dos equipamentos de aquecimento”. 

Ainda de acordo com o comunicado, a retomada do funcionamento ficou condicionada à realização de manutenção adequada, aumento da altura das chaminés para melhor dispersão dos gases e comprovação de que não há emissão de gases perigosos.

De acordo com o clube, no dia 10 de março foi realizada uma vistoria pelos Bombeiros e, como medida preventiva, os aquecedores foram temporariamente desligados. “Adicionalmente, a empresa responsável já foi acionada para realizar adequações nas chaminés, incluindo o aumento de sua altura, com o objetivo de melhorar a dispersão dos gases e reduzir o odor”, informou o clube.

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