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Guto garante que solução para prédios ao lado da Braskem já está definida

Presidente do Consórcio diz que só falta os ‘players’ bateram o martelo

João Vittor Espindula
Especial para o Diário
Wilson Guardia
14/03/2026 | 10:58
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Nario Barbosa/DGABC
Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Guto Volpi (PL), prefeito de Ribeirão Pires e presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, neste sexta-feira (13), na condução da primeira reunião do colegiado sob sua gestão, afirmou que o impasse sobre a construção de um conjunto habitacional em área limítrofe da Braskem, petroquímica instalada em campos de Santo André e Mauá próximos da divisa com a Zona Leste, está em vias de resolutividade.

“Estivemos com o prefeito (da Capital) Ricardo Nunes (MDB) e ele tem solução para por na mesa. Agora, é reunir os players – Movimento Habitacional Zona Leste 1, Braskem, Prefeitura de São Paulo e Consórcio – para bater o martelo”, disse Guto.

O desfecho para o impasse depende apenas do aceite da entidade envolvida na construção das moradias. A reunião deverá, segundo projeções do presidente do Consórcio, ocorrer na próxima semana.

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Como contrapartida ao projeto inicial de construção de 700 unidades de HIS (Habitação de Interesse Social), com mais de 38 mil metros de área, que incluem equipamentos comunitários, áreas de lazer e 200 vagas de estacionamento, a Prefeitura da Capital, propôs terreno de igual tamanho e boa localização, mas o endereço ainda não foi apresentado publicamente.

A negociação para mudar o local de construção está atrelada a dois fatores preponderantes, o primeiro relacionado à segurança. A comunidade do entorno precisa ser capacitada e estar apta a seguir plano de evacuação de emergência. Um conjunto habitacional nos moldes projetados no entorno da Braskem não é compatível, sustenta o Consórcio em documento apresentado a Nunes.

O outro refere-se ao adensamento populacional em área onde não há estrutura de equipamentos públicos suficientes para atender toda a massa populacional. 

O polo petroquímico, que abriga também a Braskem, consolida 17 indústrias. A planta, instalada em 1972, gera 10 mil empregos diretos e indiretos e R$ 10 bilhões de tributos por ano.

DESENVOLVIMENTO

Ainda na reunião de sexta o presidente do Consórcio, prefeitos e representantes das demais cidades colegiadas discutiram o fortalecimento do turismo e da cultura como eixos de desenvolvimento regional. A proposta inclui o fortalecimento e a criação de circuitos gastronômicos, religiosos, além da integração de eventos culturais entre as sete cidades do Grande ABC.

Entre as propostas discutidas estão a retomada de rotas gastronômicas tradicionais e a valorização de destinos já conhecidos da região. “Temos o Riacho Grande, Paranapiacaba e Rio Grande da Serra, além de circuitos gastronômicos que já foram muito fortes, como a Rota do Frango com Polenta, em São Bernardo. A ideia é resgatar esses roteiros e transformá-los em circuitos regionais”, afirmou Guto.

O projeto também prevê a integração dos calendários culturais das cidades, com a possibilidade de eventos realizados de forma simultânea na região, como a Virada Cultural. 

Durante a assembleia, os prefeitos também definiram ações conjuntas nas áreas de segurança pública e políticas para mulheres. O encontro contou com a presença da secretária municipal de Direitos Humanos e Cidadania da Capital, Regina Célia da Silveira Santana, que participou representando o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Uma das propostas apresentadas foi a criação de uma Secretaria Regional da Mulher no Consórcio, com o objetivo de estruturar e coordenar políticas, programas e ações conjuntas entre as cidades. Outra medida destacada foi a disponibilidade da Casa de Passagem de São Bernardo para atendimento regional, quando necessário. O prefeito Marcelo Lima (Podemos) colocou o equipamento à disposição das demais municípios, ampliando as possibilidades de acolhimento emergencial a mulheres em situação de violência. “O momento pede urgência, principalmente diante dos casos de feminicídio que têm sido registrados na região”, explicou Guto Volpi.




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