Política Titulo Funcionalismo

Sindicatos reivindicam até 13% de valorização salarial

Santo André, São Bernardo e Mauá iniciam campanhas para reposição da inflação e garantir aumento real

Bruno Coelho
12/03/2026 | 08:10
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Sindicatos dos servidores públicos do Grande ABC iniciaram as negociações junto às prefeituras em busca de reajuste salarial do funcionalismo público em 2026. Em pauta estão listas de reivindicações para melhorias nas condições de trabalho da categoria e aumento de até 13%, percentual indicado em Santo André, com objetivo de repor perdas inflacionárias. Entidades sindicais em São Bernardo e Mauá também estão com tratativas em andamento. 

Em Santo André, o Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) aprovou, em assembleia de servidores ativos e inativos, a meta de aumento nos vencimentos, sem parcelamento, com base nos índices do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Esse percentual corresponde à reposição da inflação, totalizando 3,17% do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é o acumulado dos 12 meses até a data-base de 1º de abril, além de correções de perdas acumuladas desde 2015.

De acordo com o sindicato, as negociações entre a classe e o governo do prefeito Gilvan Ferreira (PSDB) começam nesta semana. O sindicato também cobra plano de carreira para todo o funcionalismo, substituição das marmitas por vale-refeição, redução de jornada para pais e mães com filhos com deficiência sem perda salarial, reforma do estatuto do magistério, entre outros.

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Na vizinha São Bernardo, o Sindserv local convocou os servidores públicos, em especial os associados com direito e voto, para a assembleia geral extraordinária no próximo dia 18, a fim de tratar da campanha salarial de 2026. Para a gestão do prefeito Marcelo Lima (Podemos) os sindicalistas propõem reposição imediata das perdas inflacionárias de 2016 a 2026, incluindo a inflação do período, entre março de 2025 e fevereiro deste ano, de 3,83%, conforme estimativa do Dieese, mais aumento real de 11%.

Já o Sindserv de Mauá reivindica aumento real de 5% sobre os salários do funcionalismo. As metas foram entregues pela direção da entidade nas mãos do prefeito Marcelo Oliveira (PT) e agora estão em análise pela equipe de governo, que busca agendar, nesta semana, as primeiras reuniões com representantes sindicais. Outro ponto pleiteado é a reposição de cerca de 4% da inflação acumulada de abril de 2024 a março de 2026.

Além do reajuste, a entidade mauaense pede a equiparação do auxílio-alimentação aos valores da cesta básica apurados pelo Dieese, que no fim de 2025 chegou a custar R$ 845,95 no Estado. O documento protocolado também propõe a criação de abono de Natal de 10% sobre o menor vencimento da categoria.




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