Justiça Ministro pediu que o caso seja redistribuído para outro membro do STF
FOTO: Ascom/STF

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), se declarou suspeito para relatar a ação para obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar as fraudes no Banco Master.
Na decisão, Toffoli pediu que o caso seja redistribuído para outro membro da Corte.
Toffoli foi escolhido para ser o relator da ação nesta quarta-feira, pelo sistema eletrônico de distribuição de processos da Corte.
Apesar de ter deixado voluntariamente a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master, Toffoli não foi declarado impedido de participar de novos processos. Dessa forma, a distribuição do processo foi feita entre todos os ministros.
No mês passado, Toffoli deixou a relatoria do caso após a PF (Polícia Federal) informar o presidente do STF, Edson Fachin, de que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado.
Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao Master e investigado pela PF.
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