Política Titulo Insatisfação

Flávio Bolsonaro critica Lula por ausência na posse de presidente do Chile

O Palácio do Planalto informou, na véspera da cerimônia, que o presidente não faria a viagem por incompatibilidade de agenda

11/03/2026 | 16:39
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta quarta-feira, 11, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi "pequeno" ao cancelar a viagem ao Chile para a posse do novo presidente do país, José Antonio Kast.

"Lula foi muito pequeno com essa postura, porque ele não consegue conviver com pessoas que pensam diferente dele", disse o senador em entrevista ao programa 24 Horas, da Televisión Nacional de Chile (TVN).

O pré-candidato à Presidência também disse que o Chile "é um importante parceiro comercial do Brasil" e que Lula colocou "uma questão pessoal, uma birra, rancor, em primeiro lugar" ao desistir de ir ao evento.

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Flávio esteve no país para participar da posse do presidente de direita. O senador foi convidado pela equipe de Kast e viajou acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro.

O Palácio do Planalto informou, na véspera da cerimônia, que o presidente não faria a viagem por incompatibilidade de agenda. Segundo aliados, decisão foi tomada após a confirmação da presença de Flávio Bolsonaro na posse. Lula havia aceito o convite de Kast após encontro entre os dois no Panamá, em janeiro.

Após a ausência de Lula, o Ministro das Relações Internacionais, Mauro Vieira, deve entregar um convite para Kast visitar o Brasil, conforme apuração da Folha de São Paulo.

Ao canal chileno, Flávio afirmou que o presidente "não respeita quem pensa diferente e, o tempo todo, fala com muito ódio e ressentimento no coração". O senador também comparou os dois presidentes. "O presidente Kast é muito maior que Lula", disse.

O pré-candidato ao Planalto também citou a situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso desde novembro, condenado pela trama golpista.

"Ele é muito forte, tem uma mente muito forte e está muito consciente do que está acontecendo no Brasil. Vamos trabalhar para tirá-lo dessa situação o quanto antes, e a justiça será feita com o presidente Bolsonaro", disse.

A cerimônia de posse de Kast reuniu chefes de Estado e autoridades da região, entre eles os presidentes Javier Milei (Argentina), Santiago Peña (Paraguai), Daniel Noboa (Equador) e Yamandú Orsi (Uruguai). O chanceler Mauro Vieira representou o Brasil.

Kast derrotou candidata do Partido Comunista

José Antonio Kast venceu o segundo turno das eleições chilenas em 14 de dezembro de 2025 com 58,3% dos votos, contra 41,7% da candidata do Partido Comunista, Jeannette Jara. A vitória encerrou o governo do esquerdista Gabriel Boric, iniciado em 2022.

Fundador do Partido Republicano, Kast ocupou cadeira na Câmara dos Deputados chilena por mais de uma década pela UDI (União Democrática Independente) e já havia concorrido à presidência em 2021, quando perdeu para Boric. Em 2025, beneficiou-se da rejeição ao governo, marcado por dificuldades econômicas e aumento da criminalidade.

O novo presidente prometeu reprimir a imigração ilegal, reduzir gastos públicos e desregulamentar a economia. Propôs também criar uma força policial nos moldes do ICE americano para rastrear e deportar imigrantes indocumentados.

Kast tem vínculos com a família Bolsonaro e participou, em março, da Cúpula Escudo das Américas, reunião organizada por Donald Trump com 12 líderes de direita para discutir segurança e imigração. No encontro, apareceu em fotos ao lado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Com a posse de Kast, agora são cinco presidentes de direita em países da América do Sul: além do Chile, Argentina, Bolívia, Paraguai e Equador.




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