Economia Titulo Sustentabilidade

Multinacional alcança marco de aterro zero em São Bernardo

Resíduos produzidos pela fábrica de autopeças ZF serão destinados a ações sustentáveis

Beatriz Mirelle
10/03/2026 | 08:35
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A ZF, multinacional produtora de peças automotivas, atingiu a marca de ‘aterro zero’ em São Bernardo. Os 28 tipos residuais gerados, como paletes, lâmpadas e lixo comum, passam agora por ações de sustentabilidade. Eles são encaminhados para reciclagem, reutilização ou tratamentos específicos que visam a recuperação energética. Ao todo, 150 toneladas por ano de materiais provenientes do processo fabril deixarão de ir para aterros sanitários. 

O gerente sênior de Meio Ambiente, Saúde e Segurança da ZF América do Sul, Celso Guerra, explica que a companhia preparou por 11 meses as medidas, que fazem parte dos investimentos direcionados à agenda ESG (governança ambiental, social e corporativa).

“Já existia um budget (plano financeiro) previsto para investir na gestão de resíduos. Jogar no aterro é mais barato, mas a iniciativa visa benefícios para toda a comunidade e meio ambiente. Nossos objetivos são reduzir a geração desses itens e trabalhar a economia circular. Fizemos capacitações sobre coleta seletiva, trabalhamos com nossos departamentes Jurídico e de Compras para viabilizar tudo”, declara Guerra. 

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Além do encaminhamento para o processo mais adequado, a unidade trata a água utilizada em processos produtivos antes de descartá-la em sistemas seguros de esgoto designados pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). 

Guerra relata que a multinacional tem as propostas de reduzir em até 80% a produção de gás carbônico até 2030 e de neutralizar as emissões até 2040. “Temos o perfil de ‘agir agora’ como pilar da empresa. A ZF aderiu ao acordo de Paris e temos que tomar medidas para alcançar as exigências. Com isso, começamos a repensar durante a escolha de parceiros comerciais. Eles precisam ter a sustentabilidade como critério, assim como nós.” Atualmente, são seis empresas ligadas à ZF que são direcionadas a esse trabalho.

O projeto também contempla itens como óleos usados, papel, papelão, plásticos, lixo eletrônico, materiais de fricção e até alimentos que sobram no restaurante da empresa. “Encaminhamos alguns materiais para o coprocessamento (técnica sustentável de destruição de resíduos industriais e urbanos em fornos de cimento). Não é só fazer a queima, mas gerar energia verde. A planta de São Bernardo foi uma das que se movimentou mais rapidamente nesse processo”, comenta Guerra.

A companhia na região conta com 470 funcionários. Na América do Sul, são 5.600 colaboradores. Para o gerente, o planejamento consegue impulsionar todo o ecossistema de negócios. “Da mesma forma que escolhemos fornecedores sustentáveis, as grandes montadoras veem esse portfólio como um diferencial competitivo quando nos escolhem.” 

Em 2019 e 2020, a meta de aterro zero foi alcançada nas unidades da ZF em Limeira e Sorocaba “dois”. Agora, no Grande ABC e em Sumaré – com essas duas, cerca de 285 toneladas de resíduos passam a ter nova destinação.




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