Eleições 2026 Governador e presidente estadual do PSDB abrem conversa destinada à costura de aliança no dia seguinte à divulgação de pesquisa Datafolha
FOTO: Divulgação

Republicanos e PSDB iniciaram ontem as tratativas em busca de uma composição visando as eleições de outubro, em reunião realizada no Palácio dos Bandeirantes, entre o governador Tarcísio de Freitas, que integra o primeiro partido, e o presidente estadual do segundo, Paulo Serra. De acordo com o tucano, o encontro teve como propósito entender como a legenda pode se inserir no quadro de alianças focado na provável candidatura à reeleição do republicano, que já admite apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência do País.
A reunião ocorreu no dia seguinte à divulgação da pesquisa realizada pelo Datafolha para o governo do Estado, na qual Tarcísio lidera, em um dos cenários, com 44% das intenções de voto, à frente do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), com 31%. O presidente estadual do PSDB apareceu em terceiro com 5%, empatado com o deputado federal Kim Kataguiri (Missão). Quando o adversário testado foi o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o republicano passou a 46%, com 26% do pessebista e 6% do tucano.
Desse modo, Tarcísio e Paulo Serra dão o pontapé a fim de sintonizar as próximas movimentações eleitorais em meio à reestruturação do PSDB, que busca retomar seu protagonismo nas esferas estadual e federal, após quase três décadas no comando do governo paulista, entre 1995 e 2022. O mandatário estadual do partido – também ex-prefeito de Santo André – trabalha no intuito de manter a representatividade tucana na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) e Câmara Federal.
“Foi uma primeira reunião para iniciar o diálogo visando uma composição na eleição de 2026. Estamos reestruturando o partido e temos a missão de eleger quatro ou cinco deputados estaduais e dois a três federais. Queríamos sintonizar o governador desse projeto do PSDB. A nossa candidatura a governador também está colocada, mas ela estava inicialmente atrelada à possibilidade de o Tarcísio não disputar o Estado. Agora, tudo indica que o governador deva permanecer em São Paulo”, explicou Paulo Serra.
O ex-prefeito andreense se projetava ao Palácio dos Bandeirantes em um cenário no qual o movimento era a indicação de Tarcísio como o principal concorrente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto no pleito de outubro. O republicano era o nome endossado por partidos de Centrão, incluindo o maior cabo eleitoral, o próprio secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.
Entretanto, com a bênção do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe e detido no Complexo da Papuda, em Brasília – ao filho Flávio Bolsonaro como o verdadeiro herdeiro do espólio bolsonarista, Tarcísio voltou suas atenções à reeleição pelo governo paulista.
Com a manutenção de Tarcísio no xadrez eleitoral pelo Palácio dos Bandeirantes e o PSDB integrado à base governista no Legislativo estadual, Paulo Serra analisa alternativas. Ele considera o Senado, mas deve se lançar mesmo a deputado federal – ele, inclusive, já definiu seu coordenador de campanha: Acacio Miranda. Resta agora amarrar o próximo passo com o governador.
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