Nacional Titulo Violência

No Estado, 18,5 mil agressores de mulheres são presos em um ano

Número representa crescimento de 31,5% no número de detenções na comparação com 2024

08/03/2026 | 17:08
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FOTO: Divulgação/SSP-SP
FOTO: Divulgação/SSP-SP Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A atuação das polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo resultou na prisão de 18,5 mil agressores por violência contra mulheres em 2025. O número é 31,2% maior na comparação com o ano anterior, quando 14,1 mil homens foram detidos.

“Em São Paulo, essa resposta ganhou novo impulso com a consolidação do SP Mulher, sistema criado em 2023 para integrar dados, padronizar atendimentos e fortalecer a atuação conjunta das polícias Militar, Civil e Técnico-Científica, desde o primeiro contato pelo 190, com as Cabines Lilás no Copom (Centro de Operações da Polícia Militar), até o registro nas DDMs (Delegacias de Defesa da Mulher), Salas 24 horas e também o sistema on-line”, destaca o secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves.

De acordo com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), as estatísticas mostram que, das 270 vítimas de feminicídio no Estado, 72% delas nunca registraram BO (Boletim de Ocorrência) por agressões ou ameaças e apenas outros 22% solicitaram medida protetiva.

DGABC

Para tentar reduzir os crimes contra as mulheres, em 2023, o governo do Estado iniciou o monitoramento eletrônico de agressores com uso de tornozeleira. Do total de 712 homens monitorados, 189 permanecem sob acompanhamento 24 horas. A monitorização dos indivíduos também gerou alertas que levaram 211 à delegacia para prestar esclarecimentos; destes, 120 seguem detidos por descumprimento de medidas protetivas.

TECNOLOGIA

A SSP-SP explica que no Estado está ativo o aplicativo SP Mulher, um botão do pânico que, quando acionado, envia dados da pessoa e localização para a polícia, que pode agir de imediato na busca de cessar a agressão. Há 45,7 mil usuárias ativas no serviço, que já registrou 9,6 mil acionamentos.




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