Coletividade Iniciativa de advogada de São Caetano ajuda grupos em vulnerabilidade e amplia networking
FOTO: Denis Maciel/DGABC

Unir o propósito de ajudar pessoas em vulnerabilidade, a vontade de ampliar a rede de contatos e a chance de impulsionar o próprio negócio, bem como criar um ecossistema que estimula a independência financeira, solidariedade e autoestima. Estes são alguns objetivos das Mulheres do Bem.
O grupo é formado por 370 moradoras do Grande ABC, que contribuem com projetos sociais e promovem encontros mensais para que as participantes se conheçam e troquem experiências. Segundo a entidade, que é formada 90% por empreendedoras, 20 mil pessoas já foram ajudadas pela iniciativa, criada há dois anos e meio.
A fundadora é a advogada Inês Palacio, 67 anos, de São Caetano. Ela começou a ideia com um pequeno núcleo de amigas. “Sempre quis ajudar instituições do Grande ABC e sei que se cada um contribuir um pouco, conseguiremos muito. Eu ia em lojas de colegas, colocava uma caixa de coleta e gravava um vídeo com as proprietárias para impulsionar a campanha. Depois, recolhia as doações e as entregava para o projeto escolhido. Comecei com a arrecadação de absorventes”, recorda.
Para ampliar o alcance, Inês decidiu montar um café da manhã. “Precisava reunir, no mínimo, 60 mulheres no espaço que escolhi, mas consegui 90. As reuniões, que antes eram a cada dois meses, se tornaram mensais.”
No mês das mulheres, elas se reunirão dia 24, no Kidbeeruta, em Santo André. Nesta edição, o objetivo com a venda de convites, que custam R$ 190, é ajudar 230 crianças atendidas em tempo integral pelo Instituto Piero Pollone. “Eles precisam de alimentos, como leite, arroz, feijão, macarrão, porque os pequenos passam o dia inteiro lá. Convidamos as mulheres pelo nosso grupo de WhatsApp e, com o dinheiro, pagamos o café, as cestas básicas e o buffet.”
Além das ações sociais, Inês estimula a autonomia e sociabilidade das participantes. “Algumas dizem que não veem a hora de chegar a data do encontro porque querem conhecer novas pessoas. Outras precisam impulsionar o próprio negócio. O café é um momento livre, em que elas podem se apresentar e conversar sobre tudo. Somos mulheres fortes que contribuímos com a solidariedade e, dessa forma, inspiramos mais pessoas a fazer o mesmo.”
Para ela, a grande lição é a importância de apoiar umas as outras. “Ficou no passado a ideia de que nós não conseguimos fazer certas coisas. Quando falamos de negócio, mexemos com a autoestima de todas. Iniciativas como Mulheres do Bem fortalecem uma rede de confiança, que repercute sobre as famílias e a economia local.” Mais detalhes do projeto estão disponíveis no site www.mulheresdobemabc.com.br.
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