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Ato contra feminicídio marca o Dia da Mulher em São Bernardo

Caminhada organizada por alunos e professores da Universidade Metodista de São Paulo saiu da OAB da cidade com destino ao Paço

08/03/2026 | 12:11
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Manifestantes realizaram na manhã deste domingo (8), Dia Internacional da Mulher, um ato público contra o feminicídio em São Bernardo. A mobilização, organizada por alunos e professores do curso de Direito da Universidade Metodista de São Paulo, começou em frente à sede da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e seguiu em caminhada até o Paço Municipal.

A passeata durou cerca de uma hora e percorreu a Avenida Senador Vergueiro até o Centro da cidade. Ao chegar ao Paço, os participantes entoaram palavras de ordem contra o machismo e feminicídio, como o grito “machista, preste atenção, mulher na rua é revolução”, em defesa da vida das mulheres e pelo fim da violência de gênero.

A estudante de Direito da Metodista Mônica Moraes do Nascimento, 52 anos, afirmou que a mobilização buscou dar voz às vítimas e chamar atenção para a necessidade de medidas mais eficazes de proteção. Segundo ela, o ato também teve o objetivo de incentivar a participação dos estudantes na discussão sobre o tema.

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“É uma causa muito importante, que é o combate ao feminicídio. A gente leu um texto em nome de todas as vítimas. Acho fundamental que os alunos se engajem e vão para as ruas buscar medidas protetivas mais eficazes para as mulheres”, afirmou.

Para Mônica, o aumento dos casos de feminicídio é motivo de preocupação e exige resposta da sociedade e do poder público. “É inadmissível que ainda exista esse pensamento machista de tratar a mulher como propriedade. Se ninguém fizer nada, se ninguém for para as ruas pedir medidas mais eficazes, isso vai continuar acontecendo”, disse.

A coordenadora do curso de Direito da Metodista, Alessandra Sabatine Zambone, destacou que a iniciativa partiu dos próprios estudantes, com apoio do corpo docente. Para ela, o engajamento demonstra o compromisso da universidade com a formação de profissionais atentos à defesa da dignidade humana.

“Os alunos prontamente aderiram e organizaram todo o evento, com os professores dando retaguarda. Isso mostra o compromisso que temos em formar operadores do direito que entendam a importância de pautas como essa. No fundo, estamos falando de justiça social”, afirmou.

Alessandra também ressaltou o impacto dos casos de feminicídio nas famílias das vítimas. “A gente não consegue não ficar tocada. Quando ocorre uma morte dessa forma, não é só uma vida que se perde. Toda uma família fica desestruturada”, disse.

A secretária da Mulher de São Bernardo, Sandra do Leite, que participou do ato, afirmou que manifestações como a deste domingo são importantes para pressionar por políticas públicas e ampliar o debate sobre a violência contra a mulher.

“Não é apenas uma caminhada. É um momento de reflexão e de exigir políticas públicas. É um momento de parar e dizer: nós estamos aqui e precisamos viver”, afirmou.

Sandra também destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher exige participação de toda a sociedade. “A maioria dos homens é gente do bem e precisa nos ajudar. Se essa maioria não vier em defesa das mulheres, esse ciclo de violência pode continuar”, disse.

No sábado (7), a cidade também foi palco da 2ª Caminhada da Mulher de São Bernardo. A atividade reuniu mais de três mil participantes e percorreu a Rua Marechal Deodoro, com saída da Praça Lauro Gomes até a Esplanada do Paço Municipal.




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