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Santo André e Mauá registram primeiros casos de Mpox em 2026

Grande ABC investiga outras oito ocorrências e não contabiliza óbito; infectologista explica formas de transmissão e avalia risco de novos surtos

07/03/2026 | 08:20
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FOTO: Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Grande ABC registrou os primeiros casos confirmados de Mpox em 2026 nas cidades de Santo André e Mauá, um em cada município. De acordo com o painel de monitoramento da Secretaria Estadual da Saúde, atualizado na sexta-feira (6), a região ainda investiga outras oito ocorrências. No total, 13 registros foram descartados e nenhum óbito foi contabilizado.

Entre os casos confirmados estão um homem de 40 a 44 anos e uma jovem de 15 a 19 anos – a secretaria estadual não divulgou os perfis dos pacientes por município. Em relação às oito ocorrências em investigação, a Prefeitura de Santo André informou que analisa quatro notificações, enquanto Diadema e Ribeirão Pires descartaram quatro e uma, respectivamente. As demais administrações não informaram os dados. Em todo o território paulista foram 65 ocorrências nos primeiros meses de 2026. 

Considerando todo o ano de 2025, o Grande ABC registrou 28 confirmações e 78 descartes, também sem mortes associadas à doença. No recorte histórico desde o início do monitoramento, entre 2022 e março de 2026, a região soma 1.443 casos notificados e 330 confirmados, sem registro de óbitos.

DGABC

No Estado, os dados mostram uma forte concentração de casos em 2022, primeiro ano de circulação mais ampla do vírus no País. Naquele período, São Paulo contabilizou 4.283 confirmações e três mortes, enquanto na região foram 220 registros confirmados e nenhum óbito. Nos anos seguintes, os números foram menores no Grande ABC, sendo dez casos em 2023 e 170 em 2024.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, atualizados em 25 de fevereiro deste ano, apontam que o Brasil registrou 88 casos confirmados de Mpox em 2026.

O VÍRUS

O professor de infectologia do Centro Universitário FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Juvencio Furtado, explica que a Mpox é uma doença viral que provoca febre, lesões na pele e costuma ter evolução benigna. “A maioria das vezes não é grave, mas é uma doença muito contagiosa. O principal modo de transmissão é o contato direto de pele com pele”, afirma. 

“Em muitos casos são poucas, quatro ou cinco erupções cutâneas, e a pessoa se recupera sem complicações”, explica. Ele ressalta que o risco de quadros graves está associado principalmente a pessoas imunocomprometidas, como pacientes em tratamento oncológico ou com imunodeficiências avançadas, por exemplo.

Para o infectologista, os números atuais não indicam um cenário de surto, mas exigem monitoramento contínuo das autoridades de saúde. Furtado também ressalta a possível taxa de subno-tificação, especialmente quando os sintomas são leves. “Às vezes aparecem poucas lesões e a pessoa nem procura atendimento médico. Isso faz com que alguns casos não sejam notificados.”

Entre as recomendações para evitar a transmissão estão não ter contato direto com lesões de pessoas infectadas e procurar atendimento médico ao surgirem sintomas suspeitos.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que monitora de forma contínua o cenário epidemiológico da Mpox no Estado e mantém articulação permanente com as secretarias municipais e com a rede assistencial. “Os serviços de saúde realizam a identificação precoce, a notificação e a investigação de casos suspeitos, com testagem e acompanhamento clínico, além do rastreamento e monitoramento de contactantes, conforme protocolos técnicos”, pontua a Pasta. 

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