Inovação Espaço conta com estações de teste para simulações, robô e é equipado com seis bancadas didáticas criadas pela multinacional
Divulgação

O Instituto Mauá de Tecnologia e a Mitsubishi Electric Brasil lançaram laboratório de automação industrial para ajudar a complementar o conteúdo teórico dos estudantes. O espaço funciona como estações de teste, onde é possível simular situações reais. A unidade também foi equipada com robôs industriais da multinacional japonesa.
Ao todo, são seis bancadas didáticas, equipadas com CLP (Controlador Lógico Programável), IHM (Interface Homem-Máquina), servo motor, inversor de frequência, switch industrial e dispositivos de proteção de baixa tensão, como disjuntores.
“Os alunos vão trabalhar competências técnicas e ter mais contato com o que de fato acontece na indústria. Será desde o desenvolvimento até a programação de robôs. A grade curricular já tem passado por reformulações e isso se intensifica com o laboratório. Os estudantes passam por trilhas profissionais. É um diferencial para motivar estudos e enxergar o que dá para fazer dentro das engenharias”, afirma o pró-reitor da graduação do Instituto Mauá de Tecnologia, Fernando Madani.
O objetivo é estimular a integração entre teoria, prática e desenvolvimento de soluções completas. A estudante de engenharia de controle e automação da faculdade Carolina Rosa, 19 anos, moradora do Bairro Mauá, em São Caetano, comenta que os sistemas serão essenciais para a linha de pesquisa dela.
“Não basta ler. É necessário ver como acontece, testar, mexer nos painéis. Com certeza, vou passar boa parte do meu ano nesse lugar para estudar sobre machine learning (capacita sistemas a identificar padrões e tomar decisões com base em dados). É mais fácil aprender a partir do momento que a gente coloca a mão na massa”, comenta.
Como parte da parceria, a empresa contribuiu com a automação de um robô delta, desenvolvido pelos próprios alunos da Mauá, responsáveis pela parte mecânica do projeto.
O presidente da Mitsubishi Electric do Brasil, Fabiano Lourenço, aponta que a empresa encontra nas parcerias com universidades a oportunidade de gerar novos talentos. “Os modelos de produção de grandes empresas passam por processos de integração a partir de tecnologias como essa. Vimos a necessidade de olhares mais amplos em sala de aula e começamos a discutir como poderíamos ajudar nisso”, detalha.
De acordo com ele, a engenharia tem enfrentado falta de mão de obra e as multinacionais tentam reverter esse cenário. “São problemas com procura e evasão dos estudantes. Existem vagas que ficam abertas por seis, oito meses. O engenheiro que se capacita e se dedica praticamente será contratado. A experiência no laboratório já garante um diferencial no currículo.”
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