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Trump exige participar da escolha do novo líder do Irã

O aiatolá Ali Khamenei foi morto no sábado (28), por ataques dos EUA e de Israel contra a cúpula do regime

06/03/2026 | 08:57
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FOTO: Flickr/The White House Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Donald Trump comparou nesta quinta-feira, 5, a escolha do próximo líder supremo do Irã à da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, após os EUA capturarem o ditador Nicolás Maduro. O presidente americano disse que deve participar da escolha do novo líder iraniano.

O aiatolá Ali Khamenei foi morto no sábado, 28, por ataques dos EUA e de Israel contra a cúpula do regime. Segundo a imprensa iraniana, a Assembleia de Especialistas do Irã teria selecionado Mojtaba, filho de Khamenei, como o próximo líder supremo. A informação foi publicada pela emissora de TV Iran International, com sede em Londres, no Reino Unido.

Trump, no entanto, afirmou que ungir o filho do clérigo como líder supremo seria "inaceitável". "O filho de Khamenei é um fracote. Tenho de participar da nomeação, como foi com Delcy", disse o americano ao site de notícias Axios.

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Na terça-feira, 3, EUA e Israel bombardearam o prédio da assembleia na cidade sagrada de Qom, onde 88 aiatolás deveriam se reunir para definir quem substituirá Khamenei. A agência de notícias iraniana Fars, entretanto, afirmou que o prédio estava vazio no momento do ataque.

Interlocução

No mesmo dia, Trump declarou que, entre os candidatos que seu governo havia considerado para a liderança do Irã, alguns estavam mortos. "A maioria das pessoas que tínhamos em mente já morreu. Agora, temos outro grupo, que também pode estar morto, segundo relatos. Então, teremos uma terceira onda. Em breve, não conheceremos mais ninguém", afirmou.

Na ocasião, o presidente americano descartou a possibilidade de indicar Reza Pahlevi, filho do xá Mohamed Pahlavi, que foi destronado pela Revolução Islâmica de 1979.

Apesar de considerar Pahlevi "um cara legal", Trump afirmou que, provavelmente, alguém de dentro do regime seria uma escolha mais apropriada. "Faz sentido colocar alguém que está presente, que é popular atualmente, se é que existe tal pessoa", disse.

O New York Times, citando autoridades que falaram sob condição de anonimato, afirmou que os clérigos estavam considerando anunciar o nome de Mojtaba, mas recuaram temendo que ele se torne alvo dos EUA e de Israel.

Mojtaba Khamenei tem 56 anos e é o segundo filho de Khamenei. Assim como o pai, ele é aiatolá, ou seja, um clérigo de alto escalão dentro do islamismo xiita. Ele serviu no exército iraniano na Guerra Irã-Iraque, entre 1980 e 1988, e teria liderado a milícia paramilitar Basij na repressão aos protestos que ocorreram no país em 2009.

Favorito

Mojtaba já era cotado como possível sucessor do pai antes do início da guerra no Oriente Médio. Ali Khamenei foi o segundo líder supremo do Irã após a Revolução Islâmica, sucedendo ao aiatolá Ruhollah Khomeini. Ele ficou no cargo de junho de 1989 até 28 de fevereiro, quando foi morto.

De acordo com a emissora Iran International, Mojtaba teria sido eleito líder supremo sob pressão da Guarda Revolucionária - que é uma das instituições mais poderosas do Irã, tem como missão preservar o regime e a república islâmica e conta com grande poderio militar.

A Guarda Revolucionária é uma organização considerada conservadora entre os iranianos e recentemente passou a ser designada como terrorista por EUA, Israel, Argentina, Austrália, entre outros países. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)




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