Primeira-dama de São Caetano Presidente do Fundo Social afirma que medida traz mais segurança para vítimas de violência
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC

A primeira-dama e presidente do Fundo Social de São Caetano, Renata Galati, defende que agressores sejam monitorados por meio de tornozeleira eletrônica, para que não ocorram casos semelhantes ao de São Bernardo, em que Cibelle Monteiro Alves, 22 anos, foi esfaqueada e morta na loja onde trabalhava, no Golden Square Shopping, no último dia 25.
“Estou brigando muito pela questão das tornozeleiras eletrônicas, só que dependemos do Estado e da legislação. Porém, estamos tentando que a cidade consiga viabilizar o equipamento sem precisar do governo estadual. Na verdade, São Caetano não tem nenhum caso que precise da tornozeleira, mas não estamos livres disso. De qualquer maneira, gostaria de tê-las disponíveis para as mulheres, porque faz uma diferença enorme. No caso de São Bernardo, se o agressor estivesse com a tornozeleira, teria tocado um alarme para ela e para a polícia e a jovem, por exemplo, poderia ter avisado a segurança do shopping, saído de lá, mas teria como se defender. As mulheres se sentiriam muito mais protegidas”, afirmou Renata, durante o podcast Política em Cena, do Diário.
Para Renata, a tornozeleira eletrônica seria uma aliada do botão do pânico – ferramenta digital de emergência projetada para oferecer socorro imediato a mulheres em situação de risco –, que em São Caetano está integrado ao Smart Sanca Lilás, rede municipal de atendimento, orientação e resposta rápida para vítimas de violência doméstica. A primeira-dama citou ainda a Cabine Lilás, serviço de atendimento especializado e humanizado para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
De acordo com Renata, na cidade, as mulheres podem receber o botão de emergência já no momento da denúncia, sem necessidade de medida protetiva, o que garante resposta imediata da equipe do Smart Sanca Lilás.
“As mulheres vítimas de violência, após a denúncia, podem esperar até cinco dias pela medida protetiva. Em São Caetano, conseguimos viabilizar o botão de emergência e, assim que a mulher faz o boletim de ocorrência, pode baixar o aplicativo no celular e acioná-lo a qualquer momento. Nossa GCM (Guarda Civil Municipal), a Polícia Militar ou a Polícia Civil vão estar prestando socorro ou qualquer ajuda de que ela precisar”, afirmou.
Renata Galati ressaltou ainda que não é mais possível se calar diante de casos de violência como o ocorrido em São Bernardo, nem tratar o assassinato de mulheres como algo normal. “Não dá mais para ficarmos vendo esse tipo de notícia todo dia ou toda semana na televisão e achar que o mundo é assim mesmo. O que posso dizer é que, enquanto eu estiver lá como primeira-dama de São Caetano, vou lutar por isso (pela tornozeleira)”, pontuou.
A entrevista completa está disponível nos canais digitais do Diário.
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