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Thiago Auricchio assume relatoria da CPI dos Lixões na Alesp

Comissão vai apurar falhas na gestão de resíduos sólidos, incluindo aterros irregulares; primeiras oitivas serão com Cetesb e Ministério Público de São Paulo

04/03/2026 | 15:21
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FOTO: Divulgação/Alesp
FOTO: Divulgação/Alesp Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O deputado estadual Thiago Auricchio (PL), com base eleitoral em São Caetano, será o relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Lixões, instalada nesta quarta-feira (4) na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo). A presidência do colegiado ficará com o deputado Carlão Pignatari (PSDB), e a vice-presidência, com o deputado Delegado Olim (PP).

O relator, Thiago, ressaltou a relevância do trabalho da comissão diante da urgência de garantir o descarte ambientalmente adequado de resíduos sólidos. A expectativa do deputado é que, com o avanço da investigação, a CPI contribua de forma concreta com o desenvolvimento sustentável de São Paulo.

Substituto de Barros Munhoz (PSDB) no colegiado - autor do requerimento de criação da CPI dos Lixões e atual 1º Secretário da Alesp -, Pignatari afirmou que pretende conduzir os trabalhos com "tranquilidade e serenidade" para enfrentar o que classificou como graves problemas estruturais no gerenciamento dos resíduos sólidos paulistas.
 
Além dos depósitos de resíduos descartados a céu aberto, sem controle ambiental ou sanitário, Pignatari adiantou que os aterros irregulares também serão fiscalizados pelo colegiado. Nesse contexto, ele questionou a eficácia do modelo de "vala controlada", adotado por algumas prefeituras. Nesse sistema, o aterro normalmente não conta com impermeabilização, drenagem de chorume nem captação de gases.
 
"Temos alguns aterros bem planejados, mas existem também os que não funcionam da maneira como tem que ser", afirmou o presidente da CPI dos Lixões.
 
Primeiras oitivas

Na reunião de eleição, Carlão Pignatari anunciou que a primeira medida da CPI será ouvir representantes da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) - órgão responsável pelo licenciamento, controle e fiscalização das atividades geradoras de poluição - e do Ministério Público de São Paulo (MPSP).
 
Nas oitivas, os deputados vão mapear as dificuldades e irregularidades enfrentadas pelo estado e pelas prefeituras na gestão dos resíduos sólidos.
 

O presidente também definiu que as reuniões ocorrerão às quartas-feiras, às 9h30. Com nove membros titulares, a CPI dos Lixões terá duração inicial de 120 dias, contados a partir de 2 de fevereiro. O prazo pode ser prorrogado por até a metade, conforme prevê o Regimento Interno da Alesp.

DGABC



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