No Grande ABC Pessoas de oito nacionalidades do Oriente Médio residem em quatro cidades da região
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O Grande ABC é residência de ao menos 38 estrangeiros de países envolvidos no conflito armado no Oriente Médio. A população imigrante é formada por cidadãos de oito nações, distribuídos em quatro das sete cidades da região. São Bernardo tem o maior número, 21 do total, e Diadema, apenas um. Em Santo André há 14 imigrantes e, em São Caetano, dois.
O confronto bélico coordenado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã envolve Iraque, Líbano, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Catar, Bahrein, Kuwait, Síria, Arábia Saudita e Omã.
O maior contingente de estrangeiros na região é de norte-americanos (11). Em seguida, vêm os de origem libanesa (9), síria (9), kuwaitiana (3), jordaniana (3), israelense (1), catari (1) e saudita (1).
Os dados sobre imigração no Brasil foram compilados pelo Diário com base na plataforma pública DataMigra, mantida pelo Observatório das Migrações Internacionais, que reúne informações sobre fluxos migratórios, autorizações de residência e outros indicadores. Os números apresentados nesta reportagem são referentes ao ano passado.
O jornalista e guia turístico Michel Gawendo, ex-repórter do Diário em meados da década de 1990 e que atualmente trabalha em Israel, tem sentido na pele os riscos de estar em uma zona de conflito e apresenta um recorte da situação.
“Estação de Metrô de Tel Aviv vira refúgio para quem não tem abrigo antiaéreo”, disse em uma postagem no Instagram no início da madrugada de ontem, no horário local. A reportagem tentou contato com Gawendo, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.
Segundo a organização humanitária Crescente Vermelho, que atua em países muçulmanos, até ontem Teerã, capital do Irã, somava 555 mortos e ao menos 747 feridos após a ação militar.
O presidente da Conib (Confederação Israelita do Brasil), Claudio Lottenberg, justificou que o confronto “é fruto de uma frustração nas negociações (entre o governo Donald Trump e Teerã)... Quando a pressão do diálogo não surte efeito, restam poucas alternativas”.
O Diário pediu posicionamento da representação diplomática da República Islâmica do Irã, em Brasília, mas, até o fechamento da edição, nenhum comentário foi feito por parte do embaixador Abdollah Nekounam.
O Ministério das Relações Exteriores, no sábado (28), repudiou a ofensiva no território iraniano. “O governo brasileiro condena e expressa grave preocupação com os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã.”
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