Mudança Empresário Eduardo Mazurkyewistz, que toma posse como diretor nesta quarta-feira, destaca a necessidade de mapear gargalos operacionais
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O empresário Eduardo Batistella Mazurkyewistz será empossado nesta quarta-feira (4) como diretor titular do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Santo André, que também inclui Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. No cargo desde janeiro, ele comandará o quadriênio até 2029. Ao Diário, afirma que os objetivos são atrair novos associados, fortalecer a entidade e realizar diagnósticos para traçar estratégias para aumentar a competitividade das cidades.
Co-CEO da Mazurky Indústria e Comércio de Embalagens, que fica em Mauá, ele afirma que traz para a nova função a experiência que teve como vice-diretor do Ciesp em São Bernardo.
“Estou na entidade desde 2008, sendo que nos últimos quatro anos assumi esse cargo na regional são-bernardense. É uma satisfação muito grande estar em Santo André porque houve consenso entre conselho e diretoria em me apoiar nessa gestão. Apesar de ser um grande desafio, estou pronto para expor quais são minhas convicções e o que já sei que não dá certo”, explica.
Entre as prioridades, ele destaca a sintonia entre a diretoria e o conselho para ter metas claras. “Devemos estar com os mesmo ideais para que possamos atingir os associados e não associados. Muito empresário não entende o que é o Ciesp, entidade que luta pelo interesse da indústria. Disseminar isso é de suma importância.”
A gestão pretende elaborar a Pesquisa de Oferta Urbana para mapear os principais gargalos operacionais e estruturais enfrentados pelas indústrias da região. “Esse panorama será o norte do nosso trabalho.”
A eleição, realizada em agosto de 2025, aconteceu em chapa única. A diretoria é composta por Newton Porchia, da Tekfort Industrial, como 1º vice-diretor, e Norberto Luiz Perrella, da Ferkoda S/A Artefatos de Metais, como 2º vice-diretor.
DESAFIOS
Mazurkyewistz avalia que as preocupações giram em torno da competitividade e estimulo da indústria local.De acordo com ele, as duas fabricantes de pneus da região, a Prometeon e a Bridgestone, têm sofrido com pressão do comércio exterior.
“São empresas que possuem um número enorme de funcionários e enfrentam dificuldades. Os importadores de pneus têm trazido matéria prima de fora com preços mais baixos frente ao mercado nacional. Com o tarifaço imposto pelos norte-americanos, lidamos com essas duas situações em paralelo. Um dos projetos era exportar mais para os Estados Unidos, mas a barreira tarifária tem prejudicado. Essa indústria vive um momento delicado”, detalha.
Outro ponto de atenção é o fato da região se tornar atrativa para centros logísticos. “Temos um movimento interessante em que existem poucos imóveis para locação e uma alta demanda. É ótimo ter plantas de distribuição porque elas geram empregos. Seria importante se o recurso ficasse retido na cidade”, comenta.
CENÁRIO NACIONAL
O novo diretor do Ciesp avalia que a Selic em 15% ao ano – maior patamar desde 2026 – é o principal entrave para as empresas. “Os juros do jeito que estão impedem investimentos em novas plantas e em equipamentos. Eles travam as engrenagens. Não acredito em uma redução tão abrupta quanto a necessária”, afirma.
Ele também julga que o debate sobre o fim da escala 6x1 (trabalha seis e descansa um) no Congresso Nacional deveria ser postergado. “Deve ser discutido, mas em 2027. Não pode ser uma pauta de ano de eleição. Precisamos proteger um pouco mais as indústrias.”
Com presença aguardada dos prefeitos das quatro cidades envolvidas nesse Ciesp, a posse da diretoria será realizada nesta quarta-feira (4), às 18h, no Teatro Municipal de Santo André Maestro Flávio Florence (Praça IV Centenário, 1).
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