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Protesto pelo fim da violência contra mulher reúne centenas de manifestantes em São Bernardo

Com o caso no Golden Square Shopping, o Grande ABC, registrou três feminicídios somente em fevereiro

28/02/2026 | 10:30
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FOTO: Gabriel Rosalin/DGABC
FOTO: Gabriel Rosalin/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Pelo fim da violência contra mulher, centenas de moradores de São Bernardo realizaram, neste sábado (28), um ato de manifestação no Ginásio Poliesportivo Adib Moysés Dib, no Centro. Os presentes estavam vestidos com roupas pretas em protesto, luto e homenagem a todas as vítimas de feminicídio e qualquer tipo de discriminação e agressão.

O ato também é impulsionado pelo recente caso da vendedora da Vivara, Cibelle Monteiro Alves, 22 anos, morta dentro do Golden Square Shopping de São Bernardo pelo ex-namorado Cassio Henrique da Silva Zampieri, 25. 

Com essa ocorrência, o Grande ABC, registrou três feminicídios somente em fevereiro.

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No protesto, diversos manifestantes carregavam cartazes com frases como “Chega de matar mulheres” e pedindo punições mais severas. A Prefeitura de São Bernardo também disponibilizou papéis e canetas para o público, a fim de expressarem suas indignações e os sentimentos pelo cenário.

A funcionária pública, Loretha Felippini, 43, esteve no evento e declarou sua indignação. “Vivemos sem paz. Não temos paz para andar na rua, para trabalhar. É uma vergonha, muito triste”, comentou.

Para ela, o caso do Golden Square é inexplicável. “Foi uma coisa tão horrenda, não tem como nem falar. A pessoa sai de casa para trabalhar e quando vê o outro mata. Essa manifestação é importante para mulheres se juntarem e mostrar que pedimos mais voz, segurança e respeito”, falou Loretha.

Durante o ato, o Prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima (Podemos), anunciou um pacote de leis para proteção de vítimas e contra os agressores de mulheres. O projeto, que deve ser encaminhado na segunda-feira (2) para a Câmara Municipal prevê que nenhum homem que foi condenado por algum tipo de crime contra mulheres poderá prestar concurso público e ser aluno da Faculdade Municipal de São Bernardo.

"Ninguém gostaria de sair de casa para estar em um ato desses. O nosso sonho era que não fosse necessário fazer. Nós precisamos multiplicar, discutir política de união com o propósito para defender as mulheres. Esse ato pode ser o início para mudar leis e deixar com que a gente tenha o sentimento de impunidade. Que a gente possa dar as mãos ao governador do Estado (Tarcísio de Freitas, Republicanos), ao presidente da República (Luiz Inácio Lula da Silva, PT), ao Congresso Nacional, Câmara dos Deputados e ao Senado", disse Marcelo Lima. 

"Precisamos entender que não somos superiores à mulher. Não aceito vivenciar preconceito, injustiça e covardia", complementou.

Ainda na manisfestação, São Bernardo lançou um abaixo-assinado da "Frente de enfretamento a violência contra mulher de São Bernardo", que visa mandar um recado para o Ministério Público de São Paulo sobre mudanças e endurecimento da legislação contra agressões.

Vereadores, secretários e outras autoridades também marcaram presença. A vice-prefeita de São Bernardo, Jessica Cormick (Avante), declarou que os casos recentes mostram um retrocesso social. "É um absurdo em pleno 2026 ter que fazer um ato para dizer "pare de nos matar". Neste mês, tivemos vítimas desses covardes. Como mulher eu tenho medo e como policial militar não estou imune. Parece que a crueldade está aumentando também. Infelizmente, como município, não podemos mudar a legislação. O que faremos é falar, cobra e realizar atos como esse", disse a vice-prefeita.




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