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Academia em Santo André celebra Ano Novo Chinês

Evento contará com apresentações culturais e ídolos nacionais do kung fu

Ryan Leme
Especial para o Diário
28/02/2026 | 09:05
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FOTO: Nario Barbosa/DGABC
FOTO: Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Ao som dos tambores e sob decorações na cor vermelha, que simboliza energia e vida na tradição oriental, a Academia Tai Chi, localizada na Rua Santo André, número 662, na Vila Assunção, em Santo André, realiza neste sábado (28), a partir das 18h, a celebração do Ano Novo Chinês, ocorrido no último dia 17. A virada, guiada pelo calendário lunar, marca o início do Ano do Cavalo de Fogo, combinação que, para os chineses, significa um período de paixão e força para mudanças em um novo ciclo.

Diferentemente do calendário ocidental, a data é definida pelas fases da Lua. Como explica o mestre Valter Tadeu Ribeiro, presidente deliberativo da associação cultural e esportiva Tai Chi Chiu Ping Lok, a origem está ligada a uma lenda. “O Ano Novo Chinês segue o ciclo lunar. A história diz que o Imperador de Jade (Yu Huang) fez uma grande corrida entre os animais, e os 12 que chegassem primeiro participariam do calendário”, relata.

Cada ano combina um dos 12 animais com um dos cinco elementos: água, madeira, fogo, metal e terra. Em 2026, a união é entre o cavalo e o fogo. “O cavalo representa agilidade e liberdade. O elemento fogo simboliza paixão e renascimento. É um ano de agir, de fazer agora, mas fazer com paixão”, afirma o mestre.

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A programação inclui apresentações como a Dança do Leão e a Dança do Dragão, práticas que acompanham as comemorações chinesas. “A Dança do Leão representa prosperidade. Todo evento comemorativo chinês precisa disso, porque ele traz boa sorte”, explica. O mestre afirma que, durante o ritual, o leão “come” alface, gesto associado à fartura e à prosperidade. Já o dragão também integra a celebração. “Representa o imperador, a sabedoria, a força dos céus. A dança do dragão também é fundamental para um Ano Novo Chinês completo”, completa.

Fundada na década de 1960, a academia foi a primeira do Brasil a dar aulas de kung fu e mantém as atividades iniciadas pelo grão-mestre Chiu Ping Lok, que morreu em 2009. “Mantemos essa tradição. Não abrimos mão desses princípios. Para o nosso Shifu (mestre, em chinês), essa data era muito importante”, destaca.

O evento reúne mestres e praticantes de diferentes escolas e espera receber entre 100 e 200 representantes do universo marcial. “É uma festa para o kung fu. A gente precisava ter uma festa para nós, para os praticantes, para quem vive essa cultura no dia a dia”, afirma.

Segundo Ribeiro, além das apresentações culturais, haverá demonstrações e cursos de kung fu, especialmente sobre o uso da espada Dadao, em que se utiliza o peso do próprio corpo para a aplicação dos golpes, em vez dos tradicionais cortes.




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