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CNI fala de elevação de custos e Ipea, de desigualdade salarial

De acordo com a entidade, os trabalhadores com 44 horas semanais têm renda média cerca de 40% menor do que os que já trabalham 40 horas

Beatriz Mirelle
26/02/2026 | 08:40
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FOTO: Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A CNI (Confederação Nacional da Indústria) aponta que o fim da 6x1 (trabalha seis dias e folga um) pode elevar em até R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia – acréscimo de até 7% na folha de pagamentos. Já o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) indica que a mudança é viável. De acordo com a entidade, os trabalhadores com 44 horas semanais têm renda média cerca de 40% menor do que os que já trabalham 40 horas.

O Sinaceg (Sindicato Nacional dos Cegonheiros) vê com cautela essa possibilidade. O presidente da entidade, José Marques da Silva, o Boizinho, indica que a preocupação gira em torno da mudança na estrutura operacional, que vai exigir planejamento logístico e integração com montadoras, concessionárias e centros de distribuição. 

“O transporte rodoviário possui características operacionais próprias, com regulamentação específica de jornada e descanso. É importante que qualquer debate sobre alterações considere essas particularidades e seus impactos na cadeia logística”, comenta.

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Na mesma linha de pensamento, está o presidente da SOL (Sociedade Oliveira Lima), Djalma Lima. “Aqueles comércios que não quiserem contratar novos funcionários terão dois dias a menos de funcionamento. Não dá para fechar sábado e domingo. Terá de ser domingo e segunda. A fiscalização precisa ser regrada. Não acredito que a 6x1 gera impacto na saúde, porque o trabalhador tem outros direitos como hora de almoço, de descanso, férias etc.”

O diretor do Ciesp em São Bernardo, Mauro Miaguti, no entanto, acredita que o ano eleitoral não é o momento correto para debater o tema. “Não sou contra, mas não acho que avaliamos todas as consequências. Temos que pensar na saúde mental, mas haverá alta nos custos dos produtos de mercado. Nosso país busca competitividade internacional e isso não será alcançado com mágica”, considera.




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