Economia Titulo Após falência

Sem interessados, leilão da Movent avança para 2ª fase

Lance mínimo para aquisição do prédio onde funcionava a empresa, além de outros itens, teve redução de 50% e agora está em R$ 7,4 mi

Nilton Valentim
25/02/2026 | 08:15
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Sem a formalização de ofertas, foi encerrada a primeira praça (fase) do leilão da massa falida da Movent Automotive Indústria e Comércio de Autopeças, antiga Dana, instalada em Diadema. Às 11h01 desta terça-feira (24) iniciou-se a segunda, agora com lance mínimo de R$ 7,396 milhões, exatamente a metade da pedida inicial. 

São ofertados um imóvel industrial com área total de cerca de 6.100 m², sendo 5.600² de área construída, além de bens móveis vinculados à operação da Movent, como máquinas e equipamentos industriais. O imóvel, que abrigava a forjaria da companhia, está avaliado em R$ 11,7 milhões, enquanto os equipamentos e mobiliários somam aproximadamente R$ 3,08 milhões, totalizando R$ 14,8 milhões.

“A segunda fase do leilão abre uma excelente oportunidade para empresários e investidores, que passam a ter acesso a um ativo industrial de grande potencial com lance inicial equivalente à metade do valor de avaliação, o que deve ampliar o interesse do mercado”, afirma o leiloeiro Erick Teles, da Positivo Leilões. 

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“Já contamos com 13 licitantes habilitados, o que indica uma disputa maior nas próximas etapas. Mais do que a simples venda de bens, o pregão cria a possibilidade de recolocar esses ativos em operação, permitindo a retomada da atividade econômica, geração de empregos e novos investimentos”, afirma Teles.

Esta fase do leilão fica aberta até as 11h do dia 11 de março. Se não houver interesse, um minuto depois do prazo se inicia a terceira praça, com ofertas válidas a partir de R$ 10 mil. 

No dia 5 será aberto um segundo leilão, que reunirá em lote único máquinas e equipamentos industriais, como tornos CNC, centros de usinagem, prensas, linhas de montagem, fornos e painéis elétricos, que compõem o parque produtivo da companhia. O conjunto está avaliado em cerca de R$ 4,4 milhões.

O processo de falência da Movent tramita na 2ª Vara Regional de Competência Empresarial de São Paulo e visa levantar recursos para o pagamento de dívidas superiores a R$ 100 milhões.

MOBILIZAÇÃO

No ano passado, os trabalhadores da Movent acamparam na porta da empresa para impedir que os proprietários retirassem máquinas e equipamentos do local. “A luta que fizemos foi justamente para garantir os bens que agora são leiloados, para que se possa pagar os direitos dos trabalhadores que foram lesados por conta da administração da empresa”, afirmou Antônio Claudiano da Silva, coordenador da Regional de Diadema do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

Segundo os representantes do sindicato, os problemas financeiros se iniciaram em 2018, quando a Movent comprou a antiga Dana.




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