Em cruzamento Vizinhos da Rua Warner, em São Bernardo, reúnem abaixo-assinado com 1.500 assinaturas; ‘Diário’ acompanha problema há 15 anos
FOTO: André Henriques/DGABC

Matéria atualizada às 16h do dia 25 de fevereiro de 2026
Moradores da Rua Warner, travessa da Rua Universal, no Jardim Hollywood, em São Bernardo, denunciam excesso de velocidade no cruzamento das vias e cobram a instalação de um redutor para evitar novos acidentes. Segundo eles, motoristas descem a via em alta velocidade e entram à esquerda no cruzamento sem reduzir, o que coloca pedestres e residentes em risco.
Um abaixo-assinado com 1.500 assinaturas foi entregue à administração há cerca de oito meses, segundo os moradores. Até agora, porém, não houve retorno. A principal reivindicação é a instalação de um redutor de velocidade próximo à esquina. O Diário acompanha há 15 anos a trajetória e os pedidos dos moradores por mudanças na via. De acordo com os residentes, a Rua Universal já passou por alterações no sentido de circulação ao longo dos anos. Até 1999, era mão dupla. Depois se tornou via única. Em 2011, voltou a ter mão dupla, mas depois passou novamente a ser mão única. Para eles, as modificações não resolveram o problema central, que é o excesso de velocidade. “O que desejamos é um redutor de velocidade. Só isso, porque ainda vai morrer mais alguém aqui”, afirma o comerciante Alessandro Stavale, 51 anos, morador da Rua Warner. No início de dezembro do ano passado, uma idosa morreu ao ser atingida por um ônibus da linha 53, operada pela BR7 Mobilidade. O caso ocorreu no cruzamento da Rua Paramount com a Rua Vera Cruz, vias próximas ao endereço dos moradores. Ele relata que os acidentes são frequentes. “É carro subindo na calçada, é colisão. Há poucos dias, caiu uma moça de moto aqui. O problema é que os carros e ônibus descem a Rua Universal em excesso de velocidade e entram na Rua Warner com mais velocidade”, descreve Stavale. A BR7 Mobilidade salientou que "monitora permanentemente a operação de suas linhas e mantém canais abertos para o recebimento de manifestações da população", e que "sempre que são registradas reclamações relacionadas à condução dos veículos em determinados trechos, os apontamentos são apurados internamente, com verificação de dados operacionais e, quando necessário, adoção de medidas corretivas junto aos profissionais envolvidos." A concessionária pontuou que todos os motoristas recebem orientações contínuas quanto à condução segura, em vias estreitas, áreas residenciais e locais com grande circulação de pedestres, "como é o caso da Rua Warner", diz trecho da nota. Em relação ao acidente envolvendo a morte da idosa, a viação informou que "a empresa prestou todo o apoio necessário às autoridades competentes, colaborando integralmente com as apurações. Casos dessa natureza são tratados com absoluta seriedade e passam por rigorosa análise interna." PERIGO A preocupação aumenta devido ao CER (Centro Especializado em Reabilitação), que funciona na própria Rua Warner e atende idosos e pessoas com mobilidade reduzida. Muitos pacientes circulam a pé pela região, de acordo com os relatos. “A aflição fica realmente por conta da segurança. Aqui passam muitos idosos por causa do centro de reabilitação. Eles têm mais dificuldade de locomoção, e a velocidade com que os carros cruzam o local gera um grau de preocupação enorme”, diz o contador José Adelmar da Silva, 58, também morador da Rua Warner. Os relatos incluem quedas de motociclistas e manobras perigosas no cruzamento. “Presenciei um motociclista entrando acelerado e perdendo o controle logo depois da lombada. Do jeito que está hoje, se embalar, pode pegar alguém a qualquer momento”, acrescenta o contador. Na Rua Universal, o aposentado Tadeu Mascarenhas, 67, diz que a rotina também é de apreensão. “Para entrar e sair da garagem é um sufoco. Já houve motos ultrapassando pela direita. Se eu não estivesse atento, atropelava. Está muita correria aqui”, afirma. Morador do local há 15 anos, ele diz que o fluxo sempre foi intenso, mas considera que o cenário piorou. “Aquele cruzamento é muito perigoso, com muitos acidentes. Me arrependi de ter comprado minha casa neste bairro.” A via já conta com uma lombada a cerca de 12 metros da travessa, mas, na avaliação dos moradores, o equipamento é insuficiente. Eles defendem a instalação de um novo redutor mais próximo ao cruzamento ou outra medida eficaz de controle, como travessias elevadas de pedestres e lombadas eletrônicas. “Aqui vira pista de corrida. A gente só quer segurança para sair de casa e atravessar a rua”, resume Alessandro Stavale. Procurada, a Prefeitura de São Bernardo não respondeu se irá instalar um redutor de velocidade no local.
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