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Japão diz que proibição de exportações da China é inaceitável; para Pequim, é legítima

Em coletiva de imprensa, o vice-porta-voz chefe do governo japonês, Kei Sato, pediu a reversão da ação

24/02/2026 | 09:45
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Japão classificou como "inaceitável e extremamente lamentável" a decisão da China de proibir exportações direcionadas a várias grandes empresas japonesas, anunciada nesta terça-feira (24). Em coletiva de imprensa, o vice-porta-voz chefe do governo japonês, Kei Sato, pediu a reversão da ação.

"O governo japonês apresentou um forte protesto e exigiu a retirada imediata dessas ações", afirmou. "Examinaremos cuidadosamente os detalhes e o impacto potencial dessas medidas e tomaremos todas as medidas necessárias em resposta", acrescentou.

Mais cedo, o Ministério do Comércio chinês anunciou que 20 empresas japonesas, incluindo a Mitsubishi Shipbuilding, foram adicionadas a uma lista de controle de exportação que proíbe empresas chinesas de venderem itens de uso dual que podem ter aplicações militares. Outras 20, incluindo a Subaru Corporation, foram adicionadas a uma lista de observação.

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"Essas medidas visam conter a 'remilitarização' e as ambições nucleares do Japão e são totalmente legítimas, razoáveis e legais", disse um porta-voz da pasta chinesa. "As medidas não afetarão as trocas econômicas e comerciais normais entre a China e o Japão, e as entidades japonesas que cumprem a lei não têm absolutamente nada com que se preocupar", ressaltou, ao ser questionado sobre o tema.

A medida ocorreu em meio a tensões diplomáticas crescentes entre Pequim e Tóquio devido a comentários feitos pela primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, no ano passado sobre o potencial envolvimento do país em qualquer conflito sobre Taiwan.

*Com informações da Dow Jones Newswires




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