Esportes Titulo Histórico

Atleta do Sesi Santo André supera recorde de 17 anos nos 60m

Erik Cardoso alcançou o terceiro melhor tempo do mundo, garantindo índice para o Mundial Indoor

23/02/2026 | 17:37
Compartilhar notícia
FOTO: Isabelle Perestrello - FFSTUDIO
FOTO: Isabelle Perestrello - FFSTUDIO Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 O velocista Erik Cardoso, atleta do Sesi Santo André, estabeleceu o novo recorde sul-americano dos 60 metros rasos ao correr a prova em 6s49, no Circuito Performance Short Track, disputado no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, em São Paulo. A marca supera o tempo que pertencia a José Carlos Moreira, o Codó, desde 2009, e coloca o brasileiro entre os três melhores do mundo na temporada de 2026.

O resultado confirma um desempenho que já vinha sendo desenhado. No fim de janeiro, Erik havia registrado os mesmos 6s49 no Campeonato Brasileiro Indoor, em Bragança Paulista, mas o vento acima do limite permitido impediu a homologação do recorde. Em São Paulo, primeiro na semifinal e depois na final, ele repetiu o tempo em condições válidas.

“Quando vi o tempo no placar, fiquei extremamente feliz. Era um recorde que durava cerca de 17 anos”, afirmou o técnico Darci Ferreira, que acompanha o atleta em Santo André. Com o resultado, Erik garantiu índice para o Campeonato Mundial Indoor, marcado para março, na Polônia.

DGABC

A evolução nos 60 metros reforça um ciclo consistente do velocista, que também é recordista sul-americano e brasileiro dos 100 metros, com 9s93, obtidos no Troféu Brasil de 2025. Para a comissão técnica, o desempenho na prova curta tem impacto direto na temporada ao ar livre, especialmente na fase de aceleração, decisiva nos 100 metros.

Antes do Mundial, Erik ainda compete na Bolívia, em um meeting em Cochabamba e no Campeonato Sul-Americano Indoor, no fim de fevereiro.

Revelado no Sesi Santo André, onde iniciou como aluno aos 8 anos e passou a competir aos 12, o atleta destaca a importância da estrutura e do acompanhamento técnico na sua trajetória. Parte desse trabalho envolve análise biomecânica, com estudos detalhados da saída de bloco, dos ângulos corporais e do tempo de contato com o solo.

O acompanhamento é feito em Santo André e, segundo a equipe, tem contribuído para ajustes finos na corrida. “Nos 60 e nos 100 metros, os detalhes fazem a diferença”, resume Erik.




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;