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Proteção às mulheres

20/02/2026 | 08:40
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O velório de Mariane Lima Alves, em São Bernardo, expôs mais uma vez a dimensão da violência contra a mulher no Grande ABC. Assassinada pelo ex-companheiro em Diadema, dentro da casa dos pais, a jovem de 27 anos se tornou parte de uma estatística que cresce e desafia o poder público na região. A dor do pai, ao pedir a prisão do suspeito, e o desespero da mãe diante do caixão, traduzem o impacto social do feminicídio, que ultrapassa a vítima e atinge filhos, familiares e toda a comunidade. Não se trata de episódio isolado, mas de um padrão que se repete nas sete cidades e exige resposta coordenada, permanente e efetiva das forças de segurança ligadas aos municípios e ao Estado.

Entre as medidas necessárias está a implantação de DDMs (Delegacias da Mulher) com atendimento 24 horas, serviço ainda inexistente na região. A ausência desse equipamento limita o acesso imediato à denúncia, sobretudo à noite e aos fins de semana, períodos em que muitas agressões ocorrem. Além disso, é preciso ampliar casas-abrigo, fortalecer patrulhas especializadas, integrar dados entre prefeituras e Ministério Público e garantir acompanhamento psicológico às vítimas. Programas de monitoramento de agressores com tornozeleira eletrônica, aliados a canais digitais de alerta, podem reduzir riscos e permitir atuação preventiva das autoridades antes que ameaças se convertam em mortes.

Também cabe aportar recursos em políticas educativas voltadas à prevenção, com campanhas nas escolas e unidades de saúde, capacitação de servidores para identificar sinais de violência doméstica e criação de centros de apoio jurídico gratuito. O Grande ABC dispõe de estrutura administrativa capaz de articular ações, via Consórcio Intermunicipal, de forma compartilhada. A cada caso registrado como feminicídio, reafirma-se a urgência de transformar luto em mobilização. Proteger mulheres não é apenas dever legal, mas compromisso coletivo que precisa sair do discurso e se consolidar em iniciativas palpáveis, com metas, orçamento definido e fiscalização social. É passada a hora de exigir um basta!

DGABC



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