Após falência Empresa, localizada em Diadema, acumula dívidas que superam a marca de R$ 100 milhões
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Começa nesta sexta-feira (20), às 11h, o primeiro leilão da massa falida da Movent Automotive Indústria e Comércio de Autopeças. São ofertados um imóvel industrial com área total de cerca de 6.100 m², sendo 5.600 m² de área construída e bens móveis vinculados à operação da firma, como máquinas e equipamentos industriais. O imóvel, que abrigava a forjaria da companhia, está avaliado em R$ 11,7 milhões, enquanto os equipamentos e mobiliários somam aproximadamente R$ 3,08 milhões, totalizando R$ 14,8 milhões.
O leilão será realizado em três etapas. A primeira, que vai até as 11h do dia 24 terá lance mínimo equivalente a 100% do valor de avaliação, fixada em R$ 14,8 milhões. Caso não haja lances nesta fase, o pregão seguirá automaticamente para uma segunda etapa, com lance mínimo de 50% do valor, fixado em R$ 7,3 milhões, que ficará aberta até 11 de março. Não ocorrendo propostas, será iniciada uma uma terceira, que se encerra em 26 de março, quando poderão ser aceitas ofertas com lance inicial de R$ 10 mil.
O pagamento poderá ser à vista, com depósito judicial sendo realizado em até 24 horas, ou parcelado, com entrada de 25% e o saldo em até 18 parcelas mensais. Até o início da noite desta quinta-feira (19), 12 empresas haviam se credenciado no site da Positivo Leilões (www.positivoleiloes.com.br) para poder efetuar lances.
Um segundo leilão será iniciado em 5 de março e reunirá em lote único as máquinas e equipamentos industriais, como tornos CNC, centros de usinagem, prensas, linhas de montagem, fornos e painéis elétricos, que compõem o parque produtivo da companhia. O conjunto está avaliado em cerca de R$ 4,4 milhões. Os bens também serão ofertados em três fases.
Com origem industrial que remonta à década de 1950, a Movent Automotive acumulou mais de sete décadas de trajetória na produção de componentes para sistemas de suspensão e direção, atendendo as principais montadoras do País e o mercado de reposição de peças.
A Movent formalizou pedido de recuperação judicial em novembro de 2023, alegando dificuldades financeiras decorrentes do endividamento, custos operacionais elevados, retração do mercado automotivo, pressão por redução de preços, aumento da concorrência de importados e impactos da pandemia, fatores que comprometeram o fluxo de caixa e a continuidade das operações.
Durante o processo, porém, credores e representantes de trabalhadores relataram a paralisação das atividades e o descumprimento de obrigações assumidas no procedimento recuperacional, incluindo pagamentos essenciais. Diante do cenário, a recuperação foi extinta em fevereiro de 2025. Meses depois, em setembro do mesmo ano, a falência foi decretada após pedido de ex-empregados, que apontaram dispensa sem pagamento de verbas rescisórias e indícios de abandono e esvaziamento das operações.
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