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Viva o Teatro! Em Santo André. Um papo com Luís Alberto de Abreu. No Alpharrabio

O dramaturgo nascido em São Bernardo e com raízes em Ribeirão Pires retorna ao Grande ABC para falar sobre o seu mais novo livro

Ademir Medici
20/02/2026 | 07:00
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Alpharrabio
Alpharrabio Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


“Memória” dá um tempo na resenha dos velhos carnavais – retornamos amanhã – para falar do grande nome da dramaturgia, Luís Alberto de Abreu, para nós o maior do Brasil contemporâneo.

Maior por vários motivos. Sua obra, seus artigos, sua disponibilidade em participar, aqui e fora do Grande ABC. O talento do Abreu equivale à sua humildade.

DGABC

E quando falamos dos artigos que Luís Alberto de Abreu escreve, lembramos da série que ele publicou, há 30 anos, aqui no Diário. A coluna se chamava “Diário de Domingo”. E era genial.

Assim, caro leitor de Memória, reserve a manhã deste sábado para ir ao Alpharrabio da Dalila e da Maninha. Revejam ou conheçam Luís Alberto de Abreu. Além do que, será a abertura das comemorações dos 34 anos deste espaço maravilhoso da cultura que é a Livraria Alpharrabio.

O mundo imagético de Abreu 

Alexandre Takara

Especial para Memória

Que alegria ler ou falar sobre Luís Alberto de Abreu. Falo dele no livro “Professor, detesto suas aulas” (Biografar Editora, Jundiaí, 2021).

Abreu é um mundo. Cheguei a essa conclusão ao ler suas crônicas publicadas semanalmente no Diário do Grande ABC, a partir do final de 1980 ou início da década seguinte. Ele é um mundo, dizia, porque está sintonizado com a vida ao seu redor. E transformou-se em contador de histórias graças, sobretudo, a influências de sua mãe. Ela lhe contava "causos", ainda criança, que trouxera da zona rural de Diamantina (MG). E, posto que a região era diamantífera, ela contava histórias de garimpo. 

A mãe de Luís Alberto de Abreu alimentava as fantasias do garoto, impregnadas de mitos mineiros, como assombrações, lobisomens, fantasmas e animais milagrosamente transformados em outros seres. E, é claro, das figuras humanas típicas da região, como seu pai, seus tios e vizinhos que vão povoar, posteriormente, suas crônicas e a maioria de suas obras dramatúrgicas.

Só depois passei a ler as obras de Abreu – “Burundanga”, “O Anel de Magalão”, “Sacra Folia” e “Parturião”, todas comédias. Fascinaram-me. E assisti a suas peças quando apresentadas em São Paulo e Santo André. Suas comédias arrancaram-me sonoras gargalhadas. O riso tem função terapêutica. Assim, ingressei no mundo imagético de Abreu.

Quando o Grupo de Teatro Singular/NET (Núcleo de Estudos Teatrais), mantido pelo Colégio Singular, cujo Departamento de Departamento de Cultura administrei com a Mônica Cardella, decidiu por montar "A Guerra Santa", concordei de pronto e fui buscar recursos junto à direção. Este drama foi apresentado no Festival de Teatro de Curitiba (PR), com sucesso. 

Assisti também ao monumental "O Livro de Jó”, nas dependências de um hospital desativado de São Paulo, depois transformado em teatro. Nele, Abreu relata a história da personagem bíblica. 

O Jó, de Abreu, não é a figura resignada e paciente, como no Livro Sagrado apresenta, mas um herói revoltado, obsessivo e determinado. Nele, identifiquei mitos e arquétipos que povoam a consciência coletiva. A mulher de Jó não é uma figura apagada da Bíblia, mas uma figura destemida e corajosa, que não aceita sua realidade e contrapõe-se ao marido, de que resulta a sua consciência reflexiva a ponto de insurgir-se contra profecias e os limites impostos.

Abreu é máquina de construir textos: mais de 50 peças teatrais, dois roteiros para o cinema, dezenas de ensaios e artigos publicados em jornais e revistas especializadas. Escreveu o roteiro do filme 'Kemona", a história de um homem obcecado com a invenção de um moto contínuo. A direção de Eliane Caffé. 

Abreu colaborou com o roteiro do filme "Capitu", personagem de Machado de Assis, dirigido por Luiz Fernando Carvalho. 

"Os Narradores de Javé", também com a direção de Eliane Caffé, é o resultado de uma exaustiva pesquisa realizada no Vale do Jequitinhonha, norte de Minas Gerais, cujo enredo gravita em torno da história de um carteiro de uma pequena cidade que solicita a seus moradores escreverem lembranças de suas vidas vinculadas à memória coletiva da cidade, antes que a cidade desapareça, ameaçada com a construção da barragem do rio que a corta. 

Luís Alberto de Abreu fez o roteiro de duas peças televisivas, "A Pedra do Reino", baseada na obra homônima de Ariano Suassuna, e "O Dia de Maria", ambas divulgadas pela TV Globo.

Abreu recebeu dezenas de prêmios e indicações das mais significativas entidades. Só daAPCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) lhe outorgou quatro prêmios. E dá-lhe Prêmios Mambembe (dois), Molière, Apetesp, Shell... Sua extensa e diversificada obra é objeto de pesquisas acadêmicas, como dissertações de mestrado, teses de doutorado, monografias, defendidas nas melhores universidades, como a ECA/USP e Unicamp.

Ah! antes que me esqueça: Abreu é excelente cozinheiro e um grande apreciador de jardins. Pude verificar quando foi à minha chácara em Socorro (SP), com seus familiares e amigos. E aprecia muito trabalhos manuais. Frequentou o curso de marcenaria, influência do pai, marceneiro que foi. E fez belas e excelentes pizzas. Passamos a noite inteira em torno de um forno, rindo e confraternizando.  

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VIVA O TEATRO!

Autor: Luís Alberto de Abreu.

Lançamento: neste sábado, 21

Horário: 10h30.

Local: Livraria Alpharrabio

Endereço: Rua Dr. Eduardo Monteiro, 151 – Santo André

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HISTÓRIA E MEMÓRIA. Desde as primeiras obras – “Foi bom, meu bem?”, “Cala a boca já morreu” e “Bella Ciao” – Abreu tem sua carreira acompanhada e divulgada pelo Diário.

Crédito da foto 1 – Acervo: Alpharrabio

Para a edição 20.084...

Pelos ares

Fernando Ferreira (E) e Alberto Murayama apontando suas câmeras para o chefe João Colovatti, que os fotografou em sobrevoo sobre o prédio do Diário. O ano: 1988.

RASANTE. Olha lá o helicóptero da Pirelli colaborando para novas imagens especiais programadas em Santo André

Crédito da foto 2 – João Colovatti; acervo: Fernando Ferreira

NAS ONDAS DO RÁDIO


Grande ABC e Você

¦ Quaresma é o espaço dos 40 dias que antecedem a Páscoa. Tempo para reflexão, penitência e abstinência, silêncio e oração. 

¦ Outrora, as igrejas lotavam para a Via Sacra, não se realizavam casamentos, batizados ou quaisquer eventos festivos. 

¦ Na Sexta-feira Santa, refeições reduzidas. Até o rádio não se ouvia. Dia de profundo respeito à espera da procissão do Senhor morto.

¦ Hoje, infelizmente, muitas famílias já não se interessam em manter essa tradição que nos entristecia e nos alegrava com a chegada da Páscoa.

¦ Fica a sugestão: rever como estamos vivendo os mandamentos que desde crianças conhecemos graças a nossos pais e avós. 

Produção, apresentação e texto de abertura: José Carlos Pereira, que fez história na Publicidade do Diário. Consultora musical: Marilza Cunha Pereira. Amanhã, sábado, a partir das 7h da manhã. Rádio ABC AM (1570) e FM (81.9).

RONDONISTAS

Valdenizio Petrolli acompanhou os universitários do Grande ABC que participaram do Projeto Rondon no Piauí, em 1976. No retorno, o repórter produziu uma série de reportagens focalizando a operação.

Mal de Chagas, horticultura, política piauiense, foram alguns dos temas abordados por Petrolli em suas matérias.

“Um dos projetos desenvolvidos pelos rondonistas em São José do Piauí foi o incentivo à população para construção de hortas”, escrevia Petrolli.

DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO

Sexta-feira, 20 de fevereiro de 1976


MANCHETE – Interbrás-Petrobrás anuncia: vai competir com as multinacionais.

ALIMENTAÇÃO – Leite tipo C desaparecia de bares e padarias.

FUTEBOL – Portuguesa ganhava o Torneio Governador do Estado ao golear o Guarani por 4 a 0 no Parque Antarctica.

EM 20 DE FEVEREIRO DE...


1916 – Padre Luiz Capra, vigário de Santo André, anunciava a realização de grande festa em 3 de março, comemorativa ao quarto aniversário de instalação da Paróquia de Santo André.

¦ Pelo trem das 13h, partia para Santo André o primeiro e o segundo times do Rachou Team, de São Paulo, para dois amistosos de futebol contra equipe local.

1996 – Manchete do Diário: Região quer anel viário até São Paulo.

O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, sob a presidência do prefeito Valdírio Prisco, propunha a extensão da Avenida dos Estados até Ribeirão Pires, para interligação com a Zona Leste da Capital.

MUNICÍPIOS BRASILEIROS

¦ Em Tocantins, hoje é o aniversário de Angico, Araguanã, Bom Jesus do Tocantins, Cariri do Tocantins, Carrasco Bonito, Centenário, Fortaleza do Tabocão, Mateiros, Maurilândia do Tocantins, Palmeirante, Riachinho, Rio da Conceição, São Miguel do Tocantins, São Salvador do Tocantins e Sucupira. 

¦ Na Bahia, Ibitiara e Lafaiete Coutinho.

¦ Em Santa Catarina, Xaxim.


HOJE

¦ Dia Mundial da Justiça Social

Santo Eleutério - 20 de fevereiro

Arte: Paulo César Nunes




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