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CAC mata ex-mulher a tiro e deixa sogra ferida em Diadema

Mariane Lima Alves, 27 anos, foi vítima de feminicídio na casa dos pais durante discussão sobre a guarda dos filhos; homem está foragido

18/02/2026 | 11:54
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FOTO: André Henriques | DGABC (Imagem Ilustrativa)
FOTO: André Henriques | DGABC (Imagem Ilustrativa) Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A técnica de enfermagem Mariane Lima Alves, 27 anos, foi morta a tiros pelo ex-companheiro, na Rua Universal, no Núcleo Habitacional Nova Conquista, em Diadema. A mãe dela, Mariza Nascimento Lima Alves, 58, desempregada, também foi baleada e recebeu alta médica horas depois. O suspeito do crime, Bruno de Oliveira Zeni, 30, que é CAC (Colecionador, Atirador e Caçador), está foragido.

De acordo com o BO (Boletim de Ocorrência), o caso ocorreu por volta das 23h44 na noite de terça-feira (17), e a polícia foi acionada na madrugada de quarta-feira (18) para atender a um chamado de disparo de arma de fogo em residência.

No local, o pai da vítima, o sapateiro Maurício de Souza Alves, 56, relatou que Zeni havia ido até a casa para buscar um dos filhos do casal, de 2 anos, para passar a noite com ele. Como a criança já estava dormindo e o homem apresentava sinais de embriaguez, a família pediu que ele retornasse no dia seguinte.

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Segundo o registro policial, o suspeito se exaltou, forçou o portão da garagem e invadiu o imóvel. Em seguida, sacou uma pistola e efetuou diversos disparos. Mariane foi atingida no abdômen. Mariza foi baleada na região do rosto. Populares socorreram as duas ao Hospital Municipal de Diadema. Mariane não resistiu aos ferimentos.

A mãe foi atendida, passou por sutura de emergência no membro superior esquerdo, realizou exames, foi medicada e liberada por volta das 1h30, acompanhada por familiares.

A perícia encontrou duas cápsulas deflagradas de munição calibre 9 milímetros na calçada em frente à residência, além de um projétil no interior da casa. Na garagem, a motocicleta da família apresentava marcas de tiros no tanque e no farol. O caso foi registrado como feminicídio consumado e tentativa de feminicídio.

Mariane e o suspeito viveram em união estável por 10 anos e tinham dois filhos. O casal morava no bairro Jordanópolis, em São Bernardo. Há cinco dias, após desentendimentos, ela havia deixado o imóvel e estava na casa dos pais, em Diadema.

Segundo o delegado assistente do 2º DP (Distrito Policial) de Diadema, Reinaldo Fernandes Filho, a discussão que antecedeu o crime envolveu, principalmente, a guarda dos filhos e a partilha do imóvel. “A investigação já está bem avançada. Conseguimos reunir elementos suficientes para apontar a autoria do crime para o Bruno. A discussão inicial foi a respeito da guarda dos filhos”, afirmou.

O corpo de Mariane será velado nesta quinta-feira (19) no Cemitério Vila Euclides, em São Bernardo. 

FUGA E BUSCAS

O carro utilizado na fuga, um Honda Fit preto, foi localizado horas depois em São Bernardo. De acordo com a polícia, o veículo foi abandonado. Na residência do suspeito, no bairro Jordanópolis, investigadores encontraram sinais de que ele teria deixado o local às pressas, levando pertences pessoais. Na garagem, foi apreendida uma maleta com carregadores e munições.

A prisão preventiva já foi comunicada ao Judiciário. “Estamos no encalço. A mãe do suspeito está tentando colaborar. A expectativa é que ele se entregue ou seja localizado o quanto antes”, completou Fernandes .

O delegado também comentou o cenário de crescimento de casos de feminicídio. “É um mal que a sociedade está vivendo. São necessárias políticas públicas de ensino nas escolas e nas casas, para tirar essa visão equivocada de que a mulher é propriedade do homem.”

CASOS 

Entre janeiro e fevereiro deste ano, até a data de hoje, dois casos de feminicídio foram registrados no Grande ABC, sendo um em Santo André e outro em Diadema (o de Mariane), de acordo com os dados apurados com as delegacias seccionais.

No ano passado, a região bateu recorde de casos feminicídio, com 16 mulheres assassinadas. O número é o maior da série histórica, iniciada em 2015, segundo dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública). 

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