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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 18 de fevereiro de 2026

18/02/2026 | 08:30
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


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Títulos cancelados

‘Mais de 128 mil títulos de eleitor estão cancelados no Grande ABC’ (Política, dia 16). O Diário nos alerta, com certo inconformismo, sobre os eleitores que não participaram do processo eleitoral em nossa região. Quando nos manifestamos pelo voto, estamos exercendo nosso maior ato de cidadania como brasileiros que somos, pois o partido pelo qual optamos é o agente de transformação. Não é um inimigo que escolhemos nas urnas, e sim um adversário de pleitos. E nossos adolescentes e jovens precisam ter, em nós, exemplos pelos quais precisam se espelhar para não se tornarem portadores de títulos cancelados no presente e no futuro.

DGABC

Cecél Garcia

Santo André

Dino e os supersalários

‘Desembargadores afirmam que decisão de Dino poderá impactar os Tribunais’ (Política, ontem). O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio Dino, determinou que os três poderes revejam os supersalários. Pauta importantíssima para a moralidade pública e para o erário. Afinal, o teto do funcionalismo é de R$ 46,3 mil brutos, previsto na Constituição. Cadê o engajamento do Judiciário e do Legislativo? Agora é a hora. Temos que mexer neste vespeiro e exercer nosso direito de cidadania. Devemos cobrar os três poderes pela falta de publicidade nas redes sociais e exercer pressão popular. Enquanto ficamos debatendo o desfile pró-Lula, com indícios de propaganda eleitoral antecipada, o Carnaval passa e os penduricalhos indecentes continuam. Auxílio iPhone, e outros mais que não estão previstos na Constituição. A inversão de valores ultrapassa o senso de justiça quando leio comentários contrários a programas como Farmácia Popular, Bolsa Família e outras políticas de transferência de renda.

Ronaldo Duran

Santo André

Toffoli e o Master – 1

Cada dia fica mais claro o motivo pelo qual Dias Toffoli chamou para si a relatoria e tentou ditar como deveria andar e tramitar o processo do maior golpe financeiro do Brasil. Foi necessário destituí-lo da função para evitar um dano ainda maior à já combalida credibilidade do STF (Supremo Tribunal Federal). E o que dizer de Moraes, cuja mulher mantém contratos com este banco em valores dez vezes superiores ao que cobrariam os principais advogados criminalistas do País? Além de Toffoli, Moraes, Lewandowski, Mantega e Jaques Wagner, muitos outros “peixes grandes” devem constar nos registros do telefone bomba de Vorcaro. Eis a razão do sigilo absoluto imposto inicialmente pelo ministro. Que vergonha! Que isso sirva de aprendizado também ao Senado, que aprova qualquer indicado, mesmo que este tenha sido reprovado até mesmo em concurso para juiz de primeira instância. Não esqueçamos que foi Toffoli quem colocou a pá de cal na Lava Jato, a maior operação contra a corrupção já realizada no Brasil. Sem biografia consistente e envergadura necessária para ocupar cargo dessa magnitude, o resultado não poderia ser diferente. Por essas e outras, o Brasil vai afundando cada vez mais em falcatruas.

Mauri Fontes

Santo André

Toffoli e o Master – 2

O episódio envolvendo o ministro Dias Toffoli e a decisão acompanhada por integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal) não é apenas mais um capítulo jurídico. É um teste de credibilidade. Quando a mais alta Corte do País adota posições que soam como autoproteção, instala-se a percepção de que há dois pesos e duas medidas – um para o cidadão comum, outro para os que ocupam o topo. A Justiça não pode se blindar da crítica sob o argumento da autoridade. Autoridade que não admite escrutínio degenera em privilégio. E privilégio, numa República, corrói o próprio fundamento da igualdade perante a lei. Exemplos partem de cima. Se a cúpula parece complacente consigo, o sinal que desce é devastador: a regra é flexível para quem decide e rígida para quem obedece. Esse descompasso alimenta descrença – o que corrói a própria legitimidade institucional. Em uma República, decisões públicas exigem explicações públicas. A autoridade não se enfraquece quando é questionada; enfraquece-se quando se afasta da transparência. A vigilância da sociedade não é afronta – é condição de legitimidade. O preço da liberdade é a eterna vigilância.

Izabel Avallone

Capital

Direita sem rumo

Concorde-se ou não com Gilson Machado Neto, há um ponto difícil de contestar: a direita brasileira parece não ter dono – e, pior, não ter rumo. Troca-se de partido com facilidade, vota-se com o governo contra o próprio eleitor, e tudo segue como se fosse mero detalhe. Quantos deputados o PL (Partido Liberal) elegeu? Quantos já buscaram outros ninhos? Enquanto isso, alguém já viu parlamentar da esquerda abandonar seu campo político para criticá-lo publicamente? A disciplina, lá, é regra. A cobrança é imediata. A direita age como se uma andorinha pudesse fazer verão – dispersa, fragmentada, sem estratégia comum. Um barco sem leme. Mudar de lado pode até ser questão de sobrevivência política. Mas quando eleitos passam a lutar só para sobreviver, e não para representar, é sinal de que o eleitor precisa rever escolhas. Há extensa lista de parlamentares que só sobrevivem. O eleitor – que paga a conta dessas excelências – deveria ser mais exigente. Ou seguirá financiando promessas descartáveis.

Luciana Lins

Campinas




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