Opinião

São Bernardo no Carnaval
‘Comunidade do Vai-Vai é destaque no desfile e canta alto sobre S.Bernardo’ (Setecidades, dia 15). Com esta reportagem, o Diário nos presenteia com verdadeira alegria, cultura, festa e reconhecimento, pois a absoluta razão de um verdadeiro Carnaval é traduzir, para toda a população, a união de todas as raças, etnias, comportamentos e culturas plurais. Pois em um desfile, independentemente da agremiação, não cabe o machismo, a violência, o perverso, a anti-cultura, o preconceito nocivo, imoral e criminal. Sendo assim, nós podemos e devemos nos contaminar uns aos outros com o sentimento mais nobre dos sentimentos, que é o amor ao próximo.
Cecél Garcia - Santo André
Lula no Carnaval – 1
‘Enredo sobre vida de Lula, da Niterói, leva S.Bernardo à Sapucaí’ (Setecidades, ontem). O TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por unanimidade, não vetou a escola de samba Acadêmicos de Niterói por homenagear o Lula no enredo deste ano. A Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo) e o Ministério da Cultura fomentam recursos de forma igualitária às 12 escolas, para o ‘maior espetáculo da Terra’. Nas homenagens foram lembradas brasileiras e brasileiros, como Betinho, Zuzu Angel, Vladimir Herzog, Rubens Paiva, na luta contra a fome e democracia. Curiosamente, nos quatro anos de mandato do condenado Bolsonaro, não houve homenagens. Até porque, não deixou legado. Como homenageá-lo? Propaganda antecipada é pedir voto, para tanto o TSE está atento aos desdobramentos. Não houve favorecimento de recursos públicos para qualquer escola. Assim se faz o Carnaval, o enredo é livre. O voto é sagrado, com sigilo e liberdade. Não posso concordar que o desfile influenciará nas eleições. A festa é popular, haverá aplausos e vaias. Faz parte do jogo político. Narrativas, recursos no TSE, fake news. O povo decide. Viva a democracia e a festa popular. Não esqueçam as outras escolas: Mangueira, Beija Flor, Salgueiro, Portela. Para quem curte o Carnaval e é contrário à homenagem, fica a frase de Betinho, no enredo, “a fome tem pressa”.
Ronaldo Duran - Santo André
Lula no Carnaval – 2
Se após o desfile da Acadêmicos de Niterói forem constatados abusos de poder monetário e político e, portanto, prejudicar os demais candidatos à Presidência da República, o que fará a Justiça Eleitoral que, segundo as palavras da presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Cármen Lúcia: “a Justiça não está dando salvo-conduto a quem quer que seja”. Pergunto: se prejudicar as demais candidaturas, o estrago já não estará feito? E se o homenageado fosse um concorrente forte e da direita o PT iria concordar? Com a palavra o TSE, lembrando que o Carnaval já começou.
Tania Tavares - Capital
STF e Banco Master – 1
Os diálogos revelados pela PF (Polícia Federal) envolvendo o dono do Banco Master e menções a empreendimento ligado a Dias Toffoli agravaram a crise reputacional do Supremo Tribunal Federal. Diante disso, houve quem classificasse o relatório como “lixo jurídico, um nada jurídico e até de fruto de uma insatisfação e irregularidades na atuação da PF. Mas o ponto não é a retórica. Em uma República, investigação não é ofensa – é dever. O que compromete a instituição não é a apuração, e sim a impressão de omissão, de corporativismo, de faz de conta. Quando ministros reagem desqualificando antes de esclarecer, a crise deixa de ser externa e passa a ser interna. Deuses não existem na democracia – e, quando parecem existir, quase sempre têm pés de barro.
Izabel Avallone - Capital
STF e Banco Master – 2
A proposta de um código de conduta para os membros da Corte, defendida pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, parece insuficiente diante dos acontecimentos recentes. Na última semana, assistimos a uma decisão esdrúxula e prejudicial ao País, tomada pelos próprios magistrados. De forma corporativista, ministros que deveriam ser guardiões da ética e da Constituição deixaram de declarar a suspeição do ministro Dias Toffoli, apesar das investigações da Polícia Federal indicarem seu envolvimento no escândalo do Banco Master. Segundo relatório entregue ao próprio Fachin, haveria indícios de que Toffoli teria solicitado aportes financeiros do banco para o Resort Tayayá, empreendimento do qual é sócio. Conforme divulgado pela imprensa, o total repassado pelo Master teria alcançado R$ 35 milhões, segundo declaração de seu cunhado. Mensagens encontradas no celular em que Daniel Vorcaro diz “aquele negócio do Tayaya não foi feito?...Cara, me deu um problema. Onde tá a grana?”… Se parte desses ministros contribuiu para enterrar a Operação Lava Jato, agora a decisão de afastar a suspeição reforça a percepção de corporativismo. Soma-se a isso a ausência de questionamentos quanto à situação do ministro Alexandre de Moraes, cuja esposa advogada mantém contrato milionário com o mesmo banco. Diante de tais circunstâncias, como manter a confiança nos membros da Corte? É triste constatar que, além da fragilidade institucional percebida no Executivo e no Congresso, também o STF passa a ser visto com desconfiança quanto à conduta de seus integrantes.
Paulo Panossian - São Carlos (SP)
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.