Balança comercial Importações caíram 23,6% no mesmo período; principal recuo foi observado em São Bernardo
Vosmar Rosa/MPOR

O Grande ABC movimentou US$ 288,3 milhões (cerca de R$ 1,51 bilhão) em exportações ao longo de janeiro, queda de 32,4% em comparação ao mesmo período do ano passado, que fechou com montante de US$ 426,7 milhões (R$ 2,23 bilhões). As importações também recuaram, indo de US$ 494 milhões (R$ 2,59 bilhões) no primeiro mês de 2025 para US$ 377,5 milhões (R$ 1,97 bilhão) nos primeiros 30 dias deste ano – decréscimo de 23,6%. As informações são do ComexStat, portal de estatísticas de comércio exterior do Brasil, e foram filtradas pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).
A variação negativa mais expressiva foi observada na regional de São Bernardo, na qual as exportações caíram 46% e as importações, 27,9%. Em seguida aparece Diadema, com recuos de 21,8% e 21,9%, respectivamente, e Santo André, de 8,4% e 9%. Em São Caetano, a principal queda foi para as importações, 25,6%. Já para as exportações, o índice foi de -1,8%.
“A retração da balança comercial de São Bernardo reflete um momento de cautela da indústria diante de um ambiente econômico ainda instável, tanto no mercado interno quanto no externo. Esses dados reforçam a importância de políticas que estimulem a competitividade, a previsibilidade e o investimento produtivo, para que as empresas possam retomar crescimento e ampliar sua inserção internacional”, diz o diretor do Ciesp em São Bernardo, Mauro Miaguti.
Apesar do cenário, ressalta que a cidade mantém uma base industrial diversificada e estratégica, com forte integração às cadeias globais, o que pode favorecer uma retomada gradual à medida que as condições macroeconômicas se estabilizam.
PERFIL DAS REGIONAIS
A diretoria regional de Santo André, que também reúne as cidades de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, se destaca pela exportação de armas e munições (representa 38,3% dos embarques), borracha e suas obras (19,1%) e plásticos e suas obras (10,9%). Estados Unidos (29,2%), Argentina (20,6%) e Marrocos (9,5%) são os principais destinos.
As importações se concentraram em plásticos e suas obras (20%), borracha e suas obras (10,7%) e máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (8,2%). As compras da regional vieram majoritariamente dos Estados Unidos (26,8%), China (25%) e Chile (6,2%).
São Bernardo chama atenção pelo comércio de automóveis e caminhões (representa 56,6% das exportações e 24,6% das importações) graças às montadoras da região. Depois, chegam os setores de cobre e suas obras (11% para embarques e 24,7% de aquisições internacionais) e máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (9,4% e 10,1%, respectivamente). Os destinos mais recorrentes são Argentina (indica 34,1%), México (9,4%) e Chile (8%). A Argentina também é o principal país de origem das importações (24,6%), seguida por China (11,1%) e Suécia (9,2%). <EM>
Em São Caetano, os principais produtos exportados foram veículos automóveis, tratores (83,7%), ferro fundido, ferro e aço (8%) e ferramentas, artefatos de cutelaria e talheres (4,4%). Por outro lado, as importações da regional foram principalmente de instrumentos e aparelhos de óptica (31%), máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (23,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (12%).
Por fim, Diadema exporta majoritariamente máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (19,1%), veículos automóveis e tratores (9,3%) e plásticos e suas obras (9%), em especial para Argentina (28,7%), Paraguai (9,8%) e Uruguai (6,8%). Já as importações se concentram em máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (30,3%), plásticos e suas obras (13,4%) e instrumentos e aparelhos de óptica (9,9%) para China (25,5%), Alemanha (19,5%) e Estados Unidos (11,7%).
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