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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 16 de fevereiro de 2026

Diário do Grande ABC
16/02/2026 | 09:38
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Maioridade penal

Mais uma vez começa a discussão sobre o “de menor…” As pessoas precisam entender que o mundo mudou e não vivemos no século 19. Hoje, com 15 anos, muitos já têm ações compatíveis com 21 anos, devido à tecnologia que nos rodeia 24 horas. Certo e errado são praticados com total consciência. Então, se um menor pode engravidar uma menor de 14 anos, ele pode responder judicialmente aos 16 anos. O que precisa ser modernizado é o Eca (Estatuto da Criança e do Adolescente) para os tempos modernos.

João Camargo - Capital

DGABC

Pesquisa eleitoral

Se é ruim ter um retrógrado que idolatra o poder pelo poder, Lula da Silva, na liderança das pesquisas, como a divulgada pela Genial/Quest, sem o nome do governador Tarcísio de Freitas, também é ruim para o País saber que o herdeiro do golpista Jair Bolsonaro, senador Flávio Bolsonaro, reduz a vantagem de Lula. No 1º turno, Lula venceria Flávio por 35% a 29%. No 2º, Lula teria 43% e Flávio, 38%. Esses dois candidatos também são os que mais sofrem rejeição: 54% dos entrevistados não votariam em Lula, e 55% não votariam em Flávio. Quanto à permanência de Lula por mais quatro anos no poder, é algo mal visto por 57% dos entrevistados. Porém, uma esperança e alternativa de novo nome aspirando ao Planalto, como do governador do Paraná, dos melhores avaliados do País, Ratinho Jr., filiado ao PSD, entra no radar com potencial de vencer Lula, se for para o 2º turno. Mesmo porque, a pouco mais de sete meses da eleição de outubro próximo, numa simulação de 2º turno, Lula teria 43% contra 35% de Ratinho Jr. Apenas 3% menos que Flávio Bolsonaro, com 38%. Neste sentido seria bom se o eleitor reconhecesse que, desde que o PT assumiu o poder de 2003 a 2010 com Lula, 2011 a meados de 2016 com Dilma Rousseff, e atuais quatro anos de Lula, e mais os desastrosos quatro anos de poder, com direito até a tentativa de golpe de Estado de Jair Bolsonaro, o Brasil não desenvolve sua economia, tem contas públicas com déficit, e dívida pública em nível assustador, e pífio avanço na distribuição de renda e área social. E por que insistir elegendo candidatos da laia de um Lula e Flávio Bolsonaro, herdeiro do golpista? Acorda Brasil!

Paulo Panossian - São Carlos (SP)


Economia brasileira

Ao afirmar que o Brasil estaria “maduro” para uma nova arquitetura dos programas sociais, o ministro da Fazenda recorre a conceitos abstratos, mas deixa em aberto o essencial: qual é a proposta concreta? Unificar programas significa economizar, ampliar gastos ou apenas reorganizar rubricas? O País não precisa de metáforas arquitetônicas, mas de números claros. A sustentabilidade do arcabouço fiscal depende menos de retórica e mais de disciplina efetiva sobre despesas que crescem acima da capacidade de arrecadação. Falar em ajustes “microeconômicos” no Orçamento também soa genérico. Quais despesas serão revistas? Quais privilégios serão enfrentados? Onde está o detalhamento técnico que permita avaliar impacto fiscal real? O Brasil já convive com carga tributária elevada e sucessivos aumentos de arrecadação. Antes de propor novas “soluções criativas”, o governo deveria demonstrar capacidade de cumprir metas com transparência e previsibilidade. Responsabilidade fiscal não se sustenta com discursos sobre arquitetura – sustenta-se com escolhas objetivas, prioridades claras e coragem para enfrentar despesas estruturais.

Luciana Lins - Campinas (SP)




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