Crítica Publicação foi feita nas redes sociais do senador e ocorre em meio à repercussão do desfile da escola de samba que homenageia o presidente no Carnaval do Rio
FOTO: Reprodução Redes Sociais

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou neste domingo (15) vídeo com uso de IA (inteligência artificial) que ampliou a repercussão em torno do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Carnaval do Rio.
O vídeo, divulgado nas redes sociais, simula um samba-enredo chamando o presidente de “ladrão” e faz referência a um fictício “bloco do Lulaladrão”. As imagens mostram montagens de Lula com roupa de presidiário ao lado da primeira-dama, Janja. Trechos da canção citam episódios como o escândalo do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) o Banco Master e gastos sigilosos com cartão corporativo. Na legenda, o parlamentar escreveu que, “diferente do desfile eleitoral do Lula, esse vídeo não usou dinheiro dos impostos”.
A polêmica ocorre após questionamentos judiciais sobre o financiamento do desfile. A Embratur, vinculada ao Ministério do Turismo, destinou R$ 12 milhões às agremiações do Grupo Especial do Rio de Janeiro — R$ 1 milhão para cada escola, incluindo a Acadêmicos de Niterói.
A escola, fundada em 2018 e recém-promovida ao Grupo Especial, apresenta neste domingo na Marquês de Sapucaí o enredo “Do alto do mumulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, que narra a trajetória do presidente desde a infância no agreste pernambucano até a vida política. O samba faz referências à mãe de Lula, Dona Lindu, à migração da família para São Paulo e a personagens históricos como Zuzu Angel e Rubens Paiva. O refrão final evoca o tradicional jingle associado a campanhas do petista: “Olê, olê, olê, olá, Lula! Lula!”
Na semana passada, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou dois pedidos de liminar que tentavam barrar o desfile sob a alegação de propaganda eleitoral antecipada. O plenário entendeu, em análise preliminar, que não houve pedido explícito de voto, embora ministros tenham indicado que o caso pode voltar a ser analisado após a apresentação.
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