Comunidade local Atividades são voltadas a vários públicos, como indígenas, crianças, jovens, idosos e mulheres; participam das ações 1.600 estudantes
Divulgação

A Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), localizada em São Bernardo, incluiu em sua programação de atividades de extensão projetos sociais que são executados pelos alunos. Ao todo, 1.600 estudantes dos cursos presenciais realizam 27 programas no Grande ABC que impactam aproximadamente 30 mil pessoas.
As iniciativas atendem a diversos públicos, entre eles crianças, adolescentes, idosos, mulheres em situação de violência e indígenas. De acordo com a diretora de Extensão da Metodista, Renata Elsinger, os projetos, além de acolher a comunidade, têm o objetivo de contribuir com a formação dos alunos.
A atuação prática desenvolve características como senso crítico, consciência ética, empatia, criatividade e capacidade resolutiva. “Essa interação entre comunidade e universidade é muito importante. Os alunos abrem o olhar para outras realidades distantes da sua”, avalia Renata.
Um deles é o Projeto Xaryi, que busca encontrar soluções para as demandas da comunidade indígena da Aldeia Guarani, localizada na região do Pós-Balsa, em São Bernardo. Aluno de publicidade e integrante do grupo, Luigi Mendes Soares conta que o intuito é vender artesanato fabricado por mulheres indígenas.
“É uma forma de levar visibilidade para a aldeia e renda, pois têm dificuldade de acesso a estudo e emprego. Encontramos alguns outros problemas, como atendimento de saúde e vamos encontrando soluções para a comunidade”, explica o estudante.
A universidade tem ainda o projeto Conexão pós-Balsa, liderado pelo professor Louis Edoa, que auxilia outras comunidades, não somente indígenas, da região a obterem renda e terem algumas de suas necessidades atendidas.
Outra iniciativa é o EmpregaMeto, que leva capacitação a jovens em situação de vulnerabilidade social que querem iniciar no mercado de trabalho. “Temos oficinas que preparam esses adolescentes para entrevistas. Há outras campanhas, algumas em fase de definição, para também oferecer apoio na saúde e orientações jurídicas”, conta Edoa.
O Projeto Casa de Mamãe, que atua em Santo André e no Riacho Grande, em São Bernardo, promove acolhimento a mulheres e crianças vítimas de violência, abuso e exploração. “Os alunos contribuem trabalhando a questão dos direitos humanos. Os da psicologia, por exemplo, coordenam roda de conversa, palestras, participam de escutas. Fizemos uma campanha para restaurar a autoestima da mulher em que foram feitas ações como limpeza de pele”, descreve o professor Francisco Henrique da Costa.
O educador, que coordena outros projetos, revela ainda que está sendo organizada uma oficina de cabeleireiro para capacitar essas mulheres para o mercado. “As propostas são elaboradas pelos alunos a partir de um problema. Eles se mobilizaram recentemente em campanhas de arrecadação de alimentos para ajudar essas pessoas.”
Estimular a reflexão por meio da arte e do estudo é o objetivo do Roda de Leitura, coordenado pela professora Cristhiane Lopes Borrego. “A leitura é um meio de ligação entre as pessoas. O livro é a tecnologia que fez através dos anos a humanidade pensar e criar possibilidades. A partir da leitura de uma obra é feita a reflexão de temas vividos. O assunto emerge e eles pedem a palavra para falar sobre suas dificuldades”, diz Cristhiane.
Para dar voz a todas as iniciativas foi criado, no ano passado, o Metôcast, podcast apresentado por alunos de diversos cursos. “Nosso objetivo foi levar a Metodista para fora dos muros da universidade. Trazemos pessoas desses projetos e damos lugar para fala, a fim de que a sociedade conheça e também participe”, destaca o estudante de Direito Diego Correia Amaral.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.