Palavra do Leitor
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Programas sociais
Programas de transferência de renda são instrumentos legítimos de proteção social. Contudo, sua efetividade depende de um eixo estruturado de emancipação. A ausência de políticas integradas – acompanhamento psicossocial, qualificação profissional e estratégias de transição ao mercado formal – compromete o caráter emancipatório da assistência. Renda sem inclusão produtiva tende à permanência. A assistência social deve ser instrumento de promoção da cidadania, não de perpetuação da vulnerabilidade. Além disso, a falta de mecanismos claros de progressividade pode gerar desincentivo à formalização e impactos sistêmicos no mercado de trabalho. Redistribuir recursos é função do Estado social. Porém, políticas públicas responsáveis exigem metas de autonomia, indicadores de saída e compromisso com a independência econômica. Garantir dignidade é assegurar condições para que o cidadão supere a dependência – não para que permaneça nela.
Siomara Ferres
São Caetano
Toffoli e o Master – 1
Finalmente e graças a Polícia Federal, todas as suspeitas que recaiam sobre o relator do caso Master, no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, de que estava agindo com suas decisões estranhas em defesa própria, ou seja, por algum envolvimento seu com o caso que relata, e também de seus irmãos, agora se esclarecem. A própria PF pede a suspeição de Toffoli, após periciar um celular apreendido do fraudador, dono do banco, Daniel Vorcaro, no qual encontraram trechos de diálogos com menções ao nome de Toffoli. Diante da grande repercussão, finalmente, o citado ministro do STF, vem a público e admite ser sócio da Maridt, que fez negócios como de venda de parte de sua participação societária no resort Tayaya (Paraná) a um fundo ligado a Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. Na realidade, se o ministro Dias Toffoli, não se dignar a renunciar seu cargo no STF, o presidente do Supremo, Edson Fachin, precisará dar urgente resposta à Nação. Já que evidências não faltam, uma vez que o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou para Fachin, um relatório de 200 páginas, no qual, identifica que Dias Toffoli, também está envolvido com gente ligada ao Banco Master, que foi liquidado por fraudes. Agora fica faltando explicação da mulher do ministro do STF, Alexandre de Moraes, que, como advogada, tem um contrato de R$ 129 milhões, com o Master.
Paulo Panossian
São Carlos (SP)
Toffoli e o Master – 2
Gostaria de lembrar a todos os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), e especialmente seu presidente Edson Fachin, que respeitem quem paga os seus salários, ou seja, o povo brasileiro, e cumpra seu dever: Dias Toffoli fora!
Tania Tavares
Capital
O povo quer saber?
Em debates televisivos e jornalísticos repete-se a frase: “o povo quer saber”. Mas será que quer mesmo – ou já se acostumou a não saber? O caso do Banco Master levanta questionamentos relevantes. Mais do que o mérito das decisões judiciais, preocupa a sensação recorrente de que determinados personagens parecem sempre contar com uma proteção institucional difícil de alcançar para o cidadão comum. Quando há percepção de tratamento desigual, a confiança se desgasta. E democracia sem confiança vira formalidade. Há quem diga: “Sempre foi assim.” Outros preferem concluir: “Não tem jeito.” É esse conformismo que mais enfraquece o País. Transparência não é favor. É dever. Explicações claras não são concessão. São obrigação. Se tudo está dentro da legalidade, que se exponham os fundamentos com a mesma velocidade com que se silenciam as críticas. O que não pode prosperar é a ideia de que alguns transitam acima do escrutínio. Talvez a pergunta correta não seja se o povo quer saber. Mas se ainda está disposto a cobrar.
Izabel Avallone
Capital
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