E os bloquinhos? Comerciantes dizem que movimento tem caído ano a ano e precisam lutar com e-commerce
FOTO: Nario Barbosa/DGABC

Nem mesmo a purpurina, os confetes e a música ‘Bandeira Branca’, na voz de Dalva de Oliveira, nas caixas de som das lojas de fantasia do Grande ABC foram capazes de atrair muitos clientes e garantir a folia dos comerciantes. De acordo com empresários da região, o movimento no período que antecede o fim de semana de Carnaval caiu 40% em comparação ao ano passado. Eles afirmam que as plataformas de e-commerce e a escolha dos consumidores por comprar apenas acessórios, como saias de tule, brincos e tiaras, impactaram o faturamento.
“Já era para estar ‘bombando’. Semana que vem ainda tem a ressaca do Carnaval. Porém, já posso dizer que esperava mais para esse ano. O movimento apresentou alta de 30% em comparação ao pré-carnaval (dias 7 e 8 de fevereiro). Mas, em relação ao mesmo período de 2025, continua bem menor”, destaca o gerente da Rainha da Pelúcia, no Centro de Santo André, Franklin Prudêncio, 47 anos.
De acordo com ele, os clientes têm deixado de lado as fantasias completas de personagens. “Saias, tiaras, flores, chapéus, máscaras são as principais escolhas. Outros itens, como confetes e tintas, também são comprados. Os valores variam bastante. ”
A administradora Cristiane Pedroso, 42, do Parque Industrial, em Santo André, foi às compras com o objetivo de gastar pouco durante a escolha dos enfeites que a filha de 6 anos vai usar na comemoração de Carnaval que ocorrerá hoje na escola. “Vou reutilizar a saia que comprei no ano passado pela internet. Quero gastar no máximo R$ 50, com artifícios para o cabelo. Vi que os preços aumentaram um pouco. Uma tiarinha que eu pagava R$ 20 em 2025, agora está R$ 30”, afirmou.
O gerente do Reino da Fantasia, no Centro de São Bernardo, Sandro Forte, 56, ressalta que já perdeu as esperanças de que o movimento vai melhorar. “A procura dos clientes aumentou só um pouco em comparação à última semana. Mesmo assim, registramos queda de 40% frente a 2025. Se não movimentou até agora, acredito que não vai mudar muito nos próximos dias. O que fica no estoque, a gente guarda e tenta vender ao longo do ano, como confete e serpentina. Temos apostado nas redes sociais para divulgar os produtos, mas esse ano está bem difícil”, declarou.
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