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Carnaval 1996. O Grande ABC foi às ruas. Disputa sadia entre as cidades. Fernandes trouxe o estandarte. Vibraram Santo André e São Bernardo. Diadema e Mauá. E mais uma história é narrada.

O balanço do que foi o Carnaval de Rua do Grande ABC 30 anos atrás ganhou crônica do professor Luiz Roberto Alves

Ademir Medici
12/02/2026 | 07:00
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Reprodução/André Henriques
Reprodução/André Henriques Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra



LOGOTIPO

Com a cobertura do Carnaval 1996, o Diário lançava a sua marca para aquele ano, hoje reproduzida aqui em Memória.

A coleção destes “selos” daria um novo sabor à História do Carnaval do Grande ABC, em especial a partir de 30 anos atrás, quando os logotipos passaram a ser editados a cores. 


MAUÁ EM DISCO

DGABC

“A selva é seu mundo, o rio é sua rua, o sol é seu Deus, sua deusa é a lua”.

“Povos indígenas do Brasil, crenças, lendas e costumes”, do samba-enredo do bloco carnavalesco Império do Jardim Oratório para o Carnaval de Mauá de 1994.

Presidente: Moacir dos Santos Sobrinho.

Autor: Hamilton “Brito”.

Intérpretes: Vicente e Paulinho.

Fonte: faixa 2, lado A, do disco gravado pela UESMA (União das Escolas de Samba de Mauá), lançado em 13 de janeiro de 1994, relíquia do Carnaval de Mauá. 

O long-play reúne nove faixas das escolas de samba e blocos da cidade.



QUADRO DE HORA

Começamos pelo fim. Em sua edição da sexta-feira, 23 de fevereiro de 1996, o Diário publicou um quadro com os campeões daquele ano do Carnaval de rua na região.

SANTO ANDRÉ – 1) Mocidade Fantástica de Vila Alice; 2) Seci.

SÃO BERNARDO – 1) União das Vilas; 2) Camisa Vermelha e Branca. Entre os blocos, o campeão foi o Gaviões do Morro.

DIADEMA – 1) Unidos do Serraria; 2) Unidos da Vila.

MAUÁ – Grupo 1: 1) Silvia Maria; União da Vila; Grupo 2: Tradição da Unidos Imperial; Grupo III: bloco Tamo Junto.

SÃO CAETANO – Não houve julgamento no desfile que só teve duas escolas: Mocidade Alegre (de São Paulo) e Palmares (de Santo André). Quatro outras escolas da Capital faltaram.

RIO GRANDE DA SERRA – Não houve julgamento. Desfilaram três escolas locais: Imperadores da Serra, União Riogranserremse e União Verde e Rosa.

RIBEIRÃO PIRES – Sem registros.


ASSIM...

Era 23 de fevereiro. Dez dias antes o Diário começou a contar essa história, como se verá. E no crepúsculo do Carnaval 1996, o professor Luiz Roberto Alves, em sua coluna chamada “Cronômetro”, sintetizou, criticamente, o que foi a festa.



A travessia Quaresma-Pessach

Luiz Roberto Alves


O Carnaval passou. Apesar da infâmia de uma sociedade que quer facilitar tudo e liquidar com o peso da memória, viu-se criatividade nos gestos, com alguma solidariedade, no desejo de dançar juntos.

Apesar do grave erro da organização do Carnaval de rua de São Caetano – que nem de longe aconteceu, e não por conta divina - das tratativas vãs de aproveitamento politiqueiro de prefeitos e candidatos, viu-se alegria na simplicidade das manifestações de rua em Rio Grande da Serra, na coragem de se fazer baile de rua em Diadema, no esforço de agrupamento solidário de blocos de amigos e vizinhos nas diversas cidades.

A festa passou, o ciclo espera o novo tempo... quando o Carnaval chegar... Ora nos encontramos com o mistério da Quaresma que leva ao Pessach/Páscoa.


Crédito da ilustração 1 – Reprodução: André Henriques


SEM LEGENDA. Terça-feira, 13 de fevereiro de 1996. No anúncio do Carnaval que chegará, Luiz Carlos Fernandes encarrega-se de ilustrar reportagem especial. Precisa de legenda?


Para a edição 20.076...

Gazzi e Luciano


Roberto Gazzi insere-se entre os grandes textos na história do jornalismo do Diário: firme, preciso, objetivo, irônico quando necessário, no alvo todas as vezes. Do Diário transferiu-se para o Estadão, chegando a diretor de Redação de “O Estado de S. Paulo”. Uma alegria revê-lo e abraçá-lo em recente reencontro dos antigos da casa.

Luciano Vicioni contou sua história aqui em Memória: andreense, de office-boy chegou a repórter-fotográfico, tornando-se um dos grandes profissionais da área no Grande ABC. “Foto: Luciano Vicioni” tornou-se uma marca. Olhar natural do repórter-fotográfico


Crédito da foto 2 – Fernando Ferreira


DUO. Gazzi e Vicioni: carreiras solidificadas no Diário


DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO

Quinta-feira, 12 de fevereiro de 1976


MANCHETE – Geisei (presidente da República) aprova três bilhões de cruzeiros para aplicar no Nordeste em 1976.


SANTO ANDRÉ – “Estamos sem água há 78 dias”, protestavam moradores da Avenida Portugal. “Viva o Semasa”, ironizavam os reclamantes.


SÃO BERNARDO – Desfavelamento recebia críticas. Improvisação inaceitável transferir famílias para o fundão do Riacho Grande. Entre os críticos, o vereador Lenildo Magdalena e o jurista Tito Costa, pré-candidato a prefeito.


FUTEBOL – Na noite anterior (11-2-1976). No Jaçatuba, Santo André 1, XV-Piracicaba 0; em Sorocaba, São Bento 3, Saad.

À tarde, Federação Paulista anunciava: nem Saad, nem Santo André disputariam a Divisão Especial em 1976.

O Saad, de São Caetano disputara os campeonatos anteriores entre os grandes como convidado.

O Santo André, campeão da Primeirona 1975, tinha o título confirmado, mas o regulamento não previa promoção à elite do futebol paulista – o que significou um grande baque entre os ramalhinos e esportistas da região.


EM 12 DE FEVEREIRO DE...


1906 – Nova circular do chefe de polícia do Estado exigia uma série de medidas para que as sociedades carnavalescas fossem às ruas. Era preciso apresentar o plano geral dos préstitos, a lista de seus carros alegóricos ou críticos e o itinerário a percorrer.


1916 – A Santa Casa de Santo André lutava com sérias dificuldades financeiras. Sua mesa administrativa restringia o número de internados gratuitamente e pedia subvenção maior do governo.

1931 - Yokiko Nakamatsu, a Dona Tereza, nascia em Promissão. Casou-se em Lins e em 1959 veio com a família para Utinga, em Santo André.


1926 – Câmara Municipal de São Bernardo registrava pedido da Empresa Imobiliária São Bernardo solicitando que lhe fosse concedida autorização para utilizar, a título precário, um terreno na sede do Município. 

A área ficava ao lado do grupo escolar, na atual Praça Lauro Gomes, ponto final de um trenzinho movido a vapor que interligava a Vila à Estação de Santo André.


1936 - Ato 199 da Prefeitura de São Bernardo isentava de emolumentos e imposto predial os grupos de casas destinadas a residências de operários no Grande ABC.


MUNICÍPIOS BRASILEIROS

¦ Hoje é o aniversário de Rurópolis (PA) e Taió (SC).



Santa Eulalia - 12 de fevereiro

Arte: Paulo César Nunes




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