Economia Titulo Mobilização

Trabalhadores da Paranapanema, em Santo André, voltam às atividades após um dia de greve

Operários formaram maioria para encerrar paralisação depois que Sindicato dos Metalúrgicos apresentou proposta da empresa para recolher FGTS

Beatriz Mirelle
11/02/2026 | 16:00
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Nario Barbosa/DGABC
Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Os trabalhadores da Paranapanema, produtora de cobre localizada no bairro Utinga, em Santo André, voltaram às atividades nesta quarta-feira (11) após um dia de greve. Em nova assembleia realizada na frente da sede da companhia, a maioria concordou com a proposta da empresa de começar o recolhimento mês a mês do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) a partir de março e de apresentar, em 90 dias, proposta para cobrir os atrasos de três anos na arrecadação desses valores. Os diretores também afirmaram que não vão descontar as horas de paralisação do salário. 

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e de Mauá, Adilson Torres dos Santos, o Sapão, explica que, após o início da mobilização, a companhia decidiu adiantar a reunião que estava prevista para acontecer com a entidade sindical na quinta-feira (12). Apesar de não ser o cenário desejado, ele afirma que os operários conseguiram garantir o avanço das negociações. 

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“Só conseguimos chegar nessa proposta porque paramos as máquinas. Senão, eles continuaram ‘empurrando a situação com a barriga’. Nós nos encontramos com os diretores, que disseram que começarão o recolhimento do FGTS no mês que vem e vão nos apresentar a proposta de parcelamento para quitar o período atrasado.” A planta de Santo André possui 650 funcionários.

Mesmo com o retorno às atividades, o sindicato manteve a reunião com a superintendência do Ministério do Trabalho, prevista para sexta-feira (13). “Queremos, inclusive, colocar a proposta da Paranapanema na pauta dessa conversa. Eles documentaram. Então, se não cumprirem, vamos entrar com ação (judicial).”

De acordo com o presidente da entidade, outras demandas também estão no radar, como as discrepâncias nos planos de saúde. “Hoje, existe um convênio direcionado aos trabalhadores e outro com nível elevado para quem é gerente, supervisor e diretoria”, diz Sapão. “As doenças que nos atingem são as mesmas que atingem eles. Não entendemos essa diferença.”

Questionada pelo Diário sobre a greve, a Paranapanema disse que não vai se manifestar. 




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