Economia Titulo Integrante de consórcio

Rota da Celulose será administrada por empresa do Grande ABC

Com sede em São Bernardo, companhia CDL tem 18,5% do projeto de concessão

Beatriz Mirelle
10/02/2026 | 19:52
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Vinicius Trindade/MT
Vinicius Trindade/MT Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A empresa CDL, que tem sede em São Bernardo, será uma das responsáveis por administrar a Rota da Celulose, no Mato Grosso do Sul. A concessão reúne 870 quilômetros de rodovias federais e estaduais, responsáveis pelo tráfego de caminhões ligados à essa cadeia. O investimento fica em torno de R$ 10 bilhões em 30 anos. A companhia integra o Consórcio Caminhos da Celulose, junto com a XP Investimentos, e tem 18,5% do projeto.

O fundador da CDL, Jorge Moura, afirma que está orgulhoso de levar o nome do Grande ABC para o Brasil. “Será uma empresa da região a responsável por administrar 870 quilômetros no Mato Grosso do Sul. A companhia existe há 40 anos, sendo duas décadas em São Bernardo. Temos investido muito na concessão e, agora, a novidade é a Rota da Celulose.”

O Ministério dos Transportes reforça que a rota é estratégica para o escoamento da produção agroindustrial do Centro-Oeste e corta municípios como Água Clara, Bataguassu, Campo Grande, Nova Andradina, Nova Alvorada do Sul, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo e Três Lagoas.

DGABC

A cobrança de pedágio deve começar um ano após o início da concessão, com 12 pórticos Free Flow. O valor mínimo será de R$ 5,40 (na BR-267, em Bataguassu) e máxima, de R$ 17,40 (na BR-262, em Ribas do Rio Pardo).

“São estradas com grande potencial. Faremos tudo para dar vazão a toda a produção de celulose. Por isso, foi necessário o investimento privado. Vamos oferecer tecnologia e modernidade. Inicialmente, o empréstimo-ponte será feito pelo banco Itaú. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vai liberar recurso somente depois de um ano que os pedágios estiverem em funcionamento”, detalha Moura.

De acordo com a Secretaria Nacional de Transporte Rodoviário, o projeto prevê 115 km de duplicações, 457 km de acostamentos, 245 km de terceiras faixas, 12 km de marginais, 38 km de contornos urbanos, 25 acessos, 20 alargamentos de pontes e 3.780 metros quadrados de novas infraestruturas, como pontes e viadutos. Também estima 100.117 empregos diretos e indiretos.




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