Política Titulo Duas denúncias

STJ afasta ministro Marco Buzzi, denunciado por assédio sexual

A decisão, segundo a Corte, foi "em sindicância já instaurada para apuração dos fatos a ele atribuídos"

10/02/2026 | 12:45
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FOTO: Emerson Leal/STJ Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu, por unanimidade, nesta terça-feira (10), afastar o ministro Marco Buzzi. Ele é alvo de duas denúncias por assédio sexual. Os ministros definiram ainda que vão julgar as conclusões da sindicância que apura o caso no dia 10 de março.

"O afastamento é cautelar, temporário e excepcional. Neste período, o ministro ficará impedido de utilizar seu local de trabalho, veículo oficial e demais prerrogativas inerentes ao exercício da função", diz a nota do STJ. A decisão ocorreu em uma sessão extraordinária da Corte a portas fechadas.

A defesa do ministro diz que ele não cometeu qualquer ato impróprio e que "a tentativa de julgar e condenar" o magistrado "antes mesmo do início formal de uma investigação" configura um "inaceitável retrocesso civilizacional".

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A decisão, segundo a Corte, foi "em sindicância já instaurada para apuração dos fatos a ele atribuídos".

A primeira acusação veio à tona na semana passada, quando a família de uma jovem de 18 anos procurou ministros da Corte. Segundo os relatos, a vítima passava férias com os pais e a família do ministro no imóvel dele, localizado em Santa Catarina. O ministro teria tentado agarrar a jovem à força.

Além da sindicância no STJ, o caso está sendo investigado no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta semana, o CNJ recebeu nova denúncia, de uma mulher que trabalhou com o ministro relatou fatos similares ao primeiro caso. Os dois processos estão sob sigilo no órgão.




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