Convocação Presidente esteve em Mauá para entregar ambulâncias do Samu, assinar ordem de serviço da Policlínica e oficializar compra do prédio do IFSP
FOTO: Denis Maciel/DGABC

Em pleno clima de pré-campanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou a agenda oficial em Mauá, nesta segunda-feira (9), para dar o tom do que pode ser a disputa pela reeleição em outubro. Ao lado de cinco dos sete prefeitos do Grande ABC, clamou pela guerra da “verdade contra mentira” ao criticar fake news, fez comparativos com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e recebeu discursos endossados a um quarto mandato, durante a entrega de 34 ambulâncias do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e anúncios de investimentos.
Último a discursar em uma tarde chuvosa, Lula enalteceu sua história no Grande ABC e em Mauá, exaltando que nunca perdeu uma eleição na cidade, e assim arrancando aplausos da militância, em peso no estacionamento do Paço. A linha eleitoral já havia sido adotada pouco antes pelo prefeito anfitrião Marcelo Oliveira, pelos ministros Alexandre Padilha, da Saúde, Camilo Santana, da Educação – todos do PT –, por Silmário dos Santos, reitor do IFSP (Instituto Federal de São Paulo), e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
“Neste ano, vocês precisam me ajudar. Vocês têm celular. Todo mundo tem um grupo de ‘zap’ (WhatsApp). Não sei como vocês usam, mas tem muita mentira nesses grupos. Outro dia ouvi dizer que quando apareço na televisão, não sou eu, que é inteligência artificial e que já morri. Então, queria dizer que a guerra da ‘verdade contra a mentira’ vai depender de vocês. Quando ouvirem uma bobagem muito grande, não passem para frente. Se puderem, xinguem a pessoa que disse a bobagem”, pediu o presidente à militância.
Além de Marcelo Oliveira, Lula chamou os demais prefeitos da região Gilvan Ferreira (PSDB), de Santo André, Marcelo Lima (Podemos), de São Bernardo, Guto Volpi (PL), de Ribeirão Pires, e Akira Auriani (PSB), de Rio Grande da Serra. Também se levantaram Antônio Carlos Nascimento, secretário de Saúde de Diadema, representando Taka Yamauchi (MDB), e o interino da Pasta em São Caetano, Danilo Sigolo, em nome de Tite Campanella (PL). Antes de posar para foto, o petista destacou que duas cidades contempladas com as ambulâncias são governadas pelo PL, de Bolsonaro.
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“Santo André não é um prefeito do PT. Poderia ter feito como outros presidentes: não trazer ambulância. Diadema recebeu nove ambulâncias e o PT foi derrotado lá. São Caetano sempre derrotou o PT. Não precisaria dar ambulância para Ribeirão Pires e São Bernardo, que também derrotaram o PT. Poderia dar todas as ambulâncias para esse caboclo aqui <CF51>(Marcelo Oliveira). Mas chamei vocês todos aqui para colocar um pouco de consciência. Quando exerce um cargo público, a gente não tem o direito de ser mesquinho ou pequeno”, discursou.
O presidente ainda disse, aos prefeitos, que está terminando o seu terceiro mandato, ressaltando os índices de inflação acumulada, população economicamente ativa e sequências de aumento de salários mínimos, entre outros pontos favoráveis à sua gestão. “Vamos fazer comparação dentro do que nós fizemos. É este País que iremos disputar. Quero saber que eles fizeram, pegar (Michel) Temer (MDB) e Bolsonaro, comparar os sete anos deles com os três anos nossos”, desafiou o petista.
‘LULA TETRA’
Um dos mais entusiasmados foi o reitor do IFSP, Silmário do Santos, durante a solenidade de aquisição e reforma do prédio onde será o novo campus Mauá da instituição de ensino, que não escondeu o foco eleitoral para alavancar o quarto mandato de Lula. “Não tenho dúvida que vamos trabalhar muito para ser tetra, como eu vi uma placa ali. Cadê a placa do Tetra? ‘Lula Tetra’. É uma placa ali. Serão mais quatro anos e meio, cinco anos pelo menos, de avanços na educação”, frisou.
Padilha e Santana também reforçaram comparativos entre “Lula 3” e Bolsonaro na saúde e educação, respectivamente. Por sua vez, o único prefeito do PT na Região Metropolitana de São Paulo, Marcelo Oliveira, ressaltou os investimentos federais na cidade, seguido de um pedido. “Que possamos juntos caminhar no grande desafio que teremos, um grande presente que vamos dar ao presidente Lula no fim deste ano”, clamou o petista.
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